Só eu não sabia da existência desta belezinha promissora, com Statham ensandecido, Clive Owen de bigodetas e Robert De Niro à la Kris Kirstofferson na franquia Blade?

Só eu não sabia da existência desta belezinha promissora, com Statham ensandecido, Clive Owen de bigodetas e Robert De Niro à la Kris Kirstofferson na franquia Blade?

Pessoal, escrevi um artigo detalhado sobre a ótima novidade sobre o clássico mafioso de Leone – os 40min adicionais adquiridos por suas filhas, lembram? O texto está na sessão Panorâmica do site dos queridos amigos da Revista Projeções, que está passando por uma atualização completa, e deve continuar em um ritmo frequente de novos textos. Leiam e comentem!

Michael Mann está na luta desde o fim dos anos 60 como diretor. Entretanto, foi apenas em 1992 que o grande público o consagrou, com o espetacular O Último dos Moicanos. Após um hiato de três anos, o diretor volta à ativa com um gênero com o qual ele já era familiarizado: policial/roubo – só pra constar, em 1981 Mann filmou Thief, com James Caan. Em Fogo Contra Fogo, de 1995, Michael Mann não realiza apenas um filmaço de assaltos, como também conta uma história singular de personagens que lutam contra seus instintos numa sufocante caçada.

A trama mostra o jogo de gato e rato desempenhado pelo tenente Vincent Hanna [Al Pacino] e sua equipe, que busca prender o bando de Neil McCauley [Robert De Niro] após um assalto a um carro forte se transformar em uma chacina. A premissa parece simples, mas Mann – que também é o roteirista e produtor da obra – a enriquece trazendo aspectos mais humanos a estes personagens. Por exemplo, com exceção a De Niro, todos os assaltantes do bando têm esposas, filhos. Assim, os personagens ganham vida e importância no rumo dos acontecimentos, influenciando decisões e atitudes.
Acima de todas as tramas paralelas (motivadas pelas relações pessoais dos personagens) está o duelo entre Pacino e De Niro. E é aqui que vemos um caça que ultrapassa quaisquer limites, porque ambos são instintivos, e são os melhores no que fazem. Vemos, durante todo o filme, uma constante luta interna desses personagens para abdicar de seus “dons” – um sabe como ninguém roubar bancos, enquanto o outro é o especialista neste tipo de ladrão – em nome de uma convivência em sociedade. Porém, cada um decreta seu próprio destino com uma frase certeira durante o filme: “Eu sou o que caço” (Pacino) e “Nunca se apegue a nada que te atrase mais que 30s em uma fuga” (De Niro). Seguindo essa linha, o final apoteótico e preciso coroa o filme.
No resto, o filme mantém a linha: ótimas atuações, cenas marcantes – como na tocaia de Pacino, quando a câmera o faz ficar frente a frente com sua “presa”, De Niro -, sequências de ação bem filmadas, ótimo trabalho de som (o som das armas e explosões é ensurdecedor) e planos ousados. Michael Mann, municiado por um elenco pra lá de competente – pra vocês terem noção, Jon Voight e Natalie Portman (ainda novinha) são coadjuvantes – e uma direção segura, consegue realizar um filme de assalto com muito mais conteúdo que qualquer outro. Fogo Contra Fogo já está marcado como um dos melhores do gênero, e dos mais importantes da década de 90.

“Fogo Contra Fogo” – Excelente
Vai ganhar 40 minutos de material inédito? Cacete, isso sim são boas notícias.
