Porra, Homem-Aranha!

26 05 2012

Tomando porrada do Gibão?????





5 Ronin – Marvel Comics

15 05 2012

Faz mais de um ano que mostrei aqui no HQSub as capas do projeto 5 Ronin – capas lindíssimas, na conta do ótimo David Aja. Pois bem, pus minhas mãos na minissérie completa agora e, como já esperava, é um trabalho de alto nível. Não esperem algo revolucionário, já aviso de antemão, mas, pra quem gosta de uma boa ideia sendo bem executada, o trabalho agrada (e muito). A trama traz cinco dos grandes personagens da editora – Wolverine, Justiceiro, Deadpool, Psylocke e Hulk – para o Japão feudal, e, de uma forma singular, suas trajetórias se atravessam numa grande história sobre vingança. Os roteiros são de Peter Mulligan, e a arte das histórias é feita por alguns artistas: Tomm Coker, Dalibor Talajic, Laurence Campbell, Goran Parlov e Leandro Fernandez.

Para quem estiver interessado, estas versões dos personagens guardam algumas de suas características clássicas, mas brincam com outras – bom exemplo é Wolverine, ronin (samurai sem senhor, condenado a vagar pelas terras asiáticas em busca de algum novo significado para sua então existência desonrosa) tido como imortal (pelo fator de cura do mutante), mas que, na verdade, é gêmeo/muito parecido com diversos outros irmãos de batalha. Ou seja, mesmo sendo um hábil espadachim e samurai, na verdade o personagem não tem poderes especiais – aliás, nenhum dos personagens tem poderes. Há “subversões” deste tipo por toda a saga – composta por cinco números ao todo. Além disso, a trama contém inúmeras referências ao universo asiático na cultura; a mais latente é na trama do Hulk, que é claramente embebida no clássico de Kurosawa, “Os Sete Samurais”.

Outro ponto positivo é como os personagens se interligam – todos, de algum modo, buscam vingança contra o mesmo senhor feudal. Além disso, todos estão condenados a trilhar seus caminhos de modo solitário, Cada qual com seu trauma, com sua ira, com seu rancor, com sua vingança, com sua maldição. Mulligan mostra talento como roteirista ao fugir de possíveis lugares-comum pra resolver a trajetória de cada personagem e, ao mesmo tempo, consegue criar arcos interessantes para cada um deles. De todos, o que mais guarda semelhanças com sua contraparte do Universo Marvel é o Justiceiro; o que mais me chamou atenção foi Deadpool, retratado como um andarilho relegado ao ridículo (por suas deformações, típicas do personagem) mas extremamente hábil e astuto. Ele é, talvez, o principal fio-condutor entre estes cinco notáveis, e também é de suma importância ao fim da minissérie. É extremamente agradável ler 5 Ronin, uma leitura fluida, recheada de boas histórias e desenhos atraentes (há um quê de selo Marvel Max no tracejado, mais sombrio e expressivo que o dos heróis na continuidade principal da editora), com boas referências e ótimas sacadas. Precisamos de mais HQs assim, não maxi-sagas jogadas aos montes, definitivamente.

“5 Ronin” – Excelente





Porra, Gibão, não fode

14 05 2012

Tá de tiração de onda, pô?





Marvel disponibiliza 268 HQ’s online na faixa!

8 05 2012

Aproveitem, cambada! O link é este aqui, ó.





Avengers (2012)

2 05 2012

Aviso de antemão que o que segue não é um texto nos moldes que vocês estão acostumados. Se pudéssemos classificá-lo, estaria mais para um híbrido de relato e confissão que necessariamente uma “resenha”. Transpor personagens queridos por milhões de fãs de HQs para o cinema de modo respeitoso, criativo e interessante não é uma tarefa fácil. Muitos já tentaram, sem sucesso, esta tarefa inglória. Nos últimos anos, no entanto, a Marvel decidiu participar de modo mais ativo das adaptações de seus principais personagens para o cinema. Com o sucesso de Homem de Ferro, em 2008, a empresa começou a colocar em prática seu ousado plano de, pela primeira vez, realizar uma superprodução cinematográfica com personagens como Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, num apenas sonhado filme dos Vingadores. Quem seria o homem ideal para comandar esta produção tão aguardada por exigentes (muitas vezes radicais) fãs ao redor do globo? O homem era Joss Whedon, roteirista televisivo e de quadrinhos que, como muitos outros, cresceu na companhia destes heróis. Virou adulto e teve o privilégio de trabalhar como roteirista lá, na Casa das Ideias.

Cercado de expectativas, Whedon contribuiu, ao lado do também roteirista da casa Zak Penn, com uma história que remetia à primeira união destes heróis nos quadrinhos; com Loki, irmão de Thor, como algoz, os heróis mais poderosos da Terra se uniriam para salvá-la mais uma vez – em “carne e osso”, porém, pela primeira vez. Eu, como fã, sabia da competência dos envolvidos – por mais que alguns dos filmes-solo dos personagens não tivessem sido dos mais empolgantes, havia motivos pra acreditar na produção. Os “manda-chuvas” eram, de certa forma, semelhantes a mim e outros milhares de fãs, que cresceram amando estes personagens, imaginando-se nestas batalhas épicas, vivendo fantasias incríveis. Fui ansioso ao cinema. Quando o filme começa, já em ritmo frenético, a condução da história me fez lembrar de grandes sagas dos quadrinhos. Há um hall gigantesco de reviravoltas, tensões, humor, porrada. Aliás, o que não falta é ação – e das boas! A história, como todo quadrinho mainstream, geralmente, tem suas escorregadelas bobinhas/maniqueístas, mas o entretenimento estava garantido. Um Bruce Banner afiadíssimo (palmas pra Mark Ruffalo, que parece ter assinado contrato para seis filmes com a Marvel como o Hulk), Tony Stark (Downey Jr. se garantindo, claro) ainda mais aguçado que em seus filmes-solo, um Gavião Arqueiro de respeito – ao lado da ótima Viúva Negra. Capitão América representando aquilo que sempre foi – o líder nato, o homem a ser seguido -, Thor impondo respeito e descendo a porrada e um Nick Fury bad-ass. Referências para os fãs mais assíduos espalhadas ao longo do filme, que consegue atrair novos apreciadores e respeitar os mais radicais. Posso dizer que o nerd escondido que reside em todos nós abre o sorriso de orelha a orelha quando vê o Capitão ordenando ao Hulk: Smash! ou ao ver a equipe reunida contra o exército Chitauri. E, ao fim, ainda somos presenteados com a cena pós-créditos mais impressionante e empolgante de todos os filmes da Marvel. Resumo da ópera? Obrigado, Joss Whedon. Apenas obrigado.

The Avengers – Excelente








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