O ser humano e o zumbi

3 08 2010

Grande parte das HQs adultas tem se tornado cada vez mais conhecida aos leitores casuais de quadrinhos. Graças a obras inovadoras em décadas passadas, principalmente nos anos 80 com a ascensão do selo Vertigo – vinculado à DC Comics -, o gênero cresce mais e mais anualmente. De tempos em tempos sempre surge alguém com uma nova história, alguma trama interessante que faça grande sucesso com o público leitor. E em 2003 surge uma das mais importantes HQs da década, e que vai virar seriado de TV ainda neste ano: Walking Dead.

Em Walking Dead é mostrada a luta pela sobrevivência de um grupo de pessoas em um cenário apocalíptico: uma praga zumbi vitimou a maioria dos cidadãos, e Kirkman mostra como este grupo tenta sobreviver em meio ao caos. Mas até aí você já ouviu falar de um zilhão de tramas com o mesmo teor, correto? Errado. Walking Dead se assemelha muito com a obra de George A. Romero, um dos maiores expoentes do cinema de terror zumbi. Romero, em suas obras, se utiliza da tragédia zumbi como pano de fundo para as relações humanas, para indagar a que ponto chegamos para sobreviver. Seguindo esta linha, Kirkman cria uma história que possui questionamentos similares aos de Romero, narrados de maneira envolvente, que não deixa fôlego algum para o leitor.

Robert Kirkman reúne pessoas de origens e ocupações completamente diferentes em suas vidas pré-holocausto zumbi e as coloca em uma convivência por tempo ineterminado. Assim, ele brinca com as personalidades de cada personagem, imagina quando saem os primeiros atritos, até que ponto estas pessoas conseguem manter sua humanidade em condiçõs tão adversas como as que enfrentam.

Além de tudo isso, o autor mostra já no primeiro ciclo de histórias que a vida de ninguém está garantida até o fim da série, ou até da edição. Personagens ganham importância e morrem com uma brevidade impressionante, dando um ritmo rápido à série.
Por todos estes fatores e por sua longevidade nas HQs – atualmente a história está na edição 74 -, a série interessou ao canal norteamericano AMC, casa do bem sucedido Mad Men, que está filmando uma primeira leva de episódios, com uma hora de duração cada. Com interferência direta do próprio Kirkman, o diretor Frank Darabont é o responsável pela direção do seriado.


O QUE ESPERAR

Bem, levando-se em conta o perfil das séries do canal responsável pela adaptação, a série deve ter alguma estabilidade para mostrar o conteúdo da HQ quase que na íntegra. Pela participação de Kirkman, o conteúdo deverá ser bem fiel à série original. Além disso, pelas fotos e vídeos divulgados até agora, a escolha de elenco e a caracterização são promissora… o que resta agora é aguardar pelo resultado que, na minha opinião, deverá ser muito interessante. A torcida é para que haja uma continuidade após a encomenda inicial de seis capítulos da adaptação, porque a série original é excelente e vale um seriado na televisão, para que outros possam conhecer a obra de Kirkman.


Robert Kirmkman também é o responsável, diga-se de passagem, pela bem sucedida “Invencível”. Seus dois maiores hits são publicados originalmente pela Image Comics, lá nos EUA.

Expectativa – Muito Bom

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