Aprenda a ser foda com John McClane

24 08 2010

Em 1988 surgia no cinema um dos grandes ícones do cinema de ação: John McClane. Dois anos depois era hora de Bruce Willis retornar ao papel que lhe trouxe o estrelato, na sequência Duro de Matar 2, de 1990. A segunda parte foi dirigida pelo finlandês Renny Harlin, que trouxe um ritmo diferente ao filme, com mais ação, reviravoltas, e um McClane muito mais durão e fodão do que havíamos visto na primeira parte.

A trama se passa no aeroporto de Dulles, em Washington, durante o natal. McClane está na casa de seus sogros, e vai ao aeroporto buscar sua esposa, Holly [Bonnie Bedelia novamente]. Enquanto Holly não chega, John já começa bem seu dia, estacionando o carro de seus sogros em local proibido, e tendo o veículo apreendido pelos (nada amigáveis) policiais do aeroporto. Ao ficar zanzando pelo saguão, McClane vê movimentações suspeitas, acaba se envolvendo num tiroteio e recebe duras críticas dos responsáveis pelo aeroporto – principalmente do inútil capitão Carmine Lorenzo [Dennis Franz, da série NY Contra o Crime]. Então, se revela um grande e diabólico plano: o general Ramon Esperanza [interpretado pelo mestre Franco Nero], importante figura por trás do narcotráfico, está sendo trazido aos EUA, mas um grupo de mercenários tomam conta do sistema operacional do aeroporto para resgatá-lo. Eles só não contavam com uma coisa para atrapalhar: John McClane.

O roteiro é menos eficiente que o do predecessor, mas isso não faz de Duro de Matar 2 um filme ruim. Muito pelo contrário: ao já sabermos como McClane pode se superar em momentos de adversidade, o tenente durão dá um show o tempo inteiro. Sempre desacreditado, McClane deve agir escondido, nas sombras em muitos momentos da trama, porque não conta com o apoio dos ineficientes responsáveis pelo aeroporto.

Assim, Bruce Willis consolida John McClane entre os grandes heróis de ação de Hollywood, porque o personagem se mostra como um dos mais letais e carismáticos do cinema. As frases e diálogos de efeito continuam lá, a matança aumenta, McClane fica ainda mais sujo, mas ele pode (e faz) mais do que em Duro de Matar. Há sequências antológicas, como as granadas na cabine do piloto, o tiroteio na escada rolante, a queda do avião e o final do filme, regado a um delicioso “yippie-kay-ei, motherfucker”.


O elenco do filme é bem competente: os mal encarados William Sadler, Franco Nero e John Amos estão muito bem como mercenários e general canastrões. Além disso, vale como curiosidade prestar atenção a dois capangas que morrem durante o filme: John Leguizamo e Robert Patrick, as voltas de fazer o clássico Exterminado do Futuro 2. Outra curiosidade são pequenos easter eggs de Máquina Mortífera 2, em um anúncio de revista em uma cena do filme, e um trechinho da primeira temporada do seriado Simpsons, exibido no avião de Holly.

No geral, Duro de Matar 2 é mais fraco que seu predecessor. Mesmo assim, o filme consegue consolidar John McClane como um dos personagens mais carismáticos e icônicos do cinema de ação hollywoodiano. Ao contrário de outros ícones, McClane sempre se ferra, se machuca todo, fica sujo, ensanguentado, mal humorado e mesmo assim consegue matar os bandidões e reatar com sua esposa no fim da história. É em Duro de Matar 2 que se estabelece a sina de McClane:

“- Você é o cara errado na hora e lugar errados!
– É a história da minha vida”

“Duro de Matar 2” – Bom


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