The good old fashioned way

10 11 2010

Uma das coisas que tem mais me enfezado ultimamente em relação ao cinema policial é o ritmo das tramas. Parece que, por causa de sucessos como a franquia Bourne e outros, tudo tem que ser apressado, sufocante, sem tempo algum para o espectador observar o que está acontecendo na tela: piscou, perdeu. E você poder ver a trama se construindo com calma te dá uma noção melhor do que está acontecendo, e te possibilita simplesmente encaixar as peças do quebra-cabeça proposto pelo filme, além de observar com precisão cada cena do filme. Talvez eu esteja simplesmente viajando na maionese aqui, mas acredito que é o que acontece em Bullitt, de 1968. Dirigido por Peter Yates e protagonizado de forma magistral pelo grande Steve McQueen, o filme é daqueles clássicos imortais do cinema policial.

O grande mérito do filme – cuja história é baseada no romance Mute Witness – é a condução da narrativa. Com um ritmo bem compassado, Bullitt te dá progressivamente as peças a serem encaixadas no quebra-cabeça apresentado, e nada ali é apressado. Não à toa o filme é um dos clássicos e maiores símbolos do cinema policial sessentista/setentista; todos os elementos estão lá, como o protagonista fodão [o inesquecível Steve McQueen], a conspiração que se desenrola, o interesse romântico do protagonista [a lindíssima Jacqueline Bisset], o chefe de polícia condescendente com sua melhor equipe e, claro, as perseguições de carro.

Não se pode falar de Bullitt sem deixar de relembrar a melhor perseguição da história do cinema – melhor, na minha modesta opinião, que aquela de “Operação França”. Filmada na cidade de São Francisco, com seus altos e baixos – perfeitos para grandes saltos em alta velocidade -, com dois apaixonantes muscle cars: um Dodge e um Mustang. Os carros foram, à época, modificados para atingir maiores velocidades do que os originais; a cena é antológica, e já valeria uma assistida descompromissada do filme.

Por essas e outras que Bullitt é daqueles filmes imortais. Com os elementos de um gênero que marcou época conduzidos de maneira muito eficiente, atuações interessantes e cenas antológicas, não tem como não gostar do filme. E, claro, ver a sequência da perseguição e imaginar que o Bourne não é tudo aquilo.

Bullitt – Muito Bom

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11 11 2010
Pedro Pereira

Bastante bom. Grandes cenas de carro!

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