Walking Dead – Season 1

12 03 2011

Estava me demorando pra fazer isso, mas chega de delongas. Neste post vou dar uma passada completa pela primeira temporada da adaptação televisiva de The Walking Dead, cuja segunda temporada chegará logo menos. Sob o comando de Frank Darabont, e a supervisão do criador da HQ original, o ótimo Robert Kirkman, o seriado mostrou que vivemos uma ótima fase para seriados ousados e, mais do que isso, muito bem executados.

O maior mérito de Darabont, Kirkman e todos os envolvidos na direção criativa de Walking Dead é manter o tom de tensão, medo e incerteza que permeia o primeiro arco de histórias da HQ. Neste início de epopeia zumbi, ainda há o choque inicial de Rick Grimes [Andrew Lincoln, muito bem] com o caos no qual todo o mundo se chafurdou, e há aquela gana de achar sua família. Todos os personagens que conhecemos das HQs, no geral, são bem representados na telinha. A escolha do elenco se mostrou muito eficiente – com ênfase naqueles personagens que se manterão vivos por muito tempo, como Dale [Jeffrey DeMunn], Andrea [Laurie Holden], Shane [Jon Bernthal] Lori [Sarah Wayne Callies] e o pequeno Carl [Chandler Riggs].

Outro fator do seriado a se destacar é a expansão do universo da HQ original. Antes da estreia da adaptação, Kirkman já declarava que veríamos personagens que não existiam na versão original. O destaque entre esses é, com certeza, a dupla de irmãos Daryl [Norman Reedus] e Merle Dixon [Michael Rooker], dois desajustados encrenqueiros que estão no grupo de sobreviventes. Fica muito claro que a obra original é um grande guia dos acontecimentos que serão mostrados na adaptação, mas que há a liberdade criativa para se criarem novos ganchos dramáticos, em situações nas quais veremos como aqueles personagens sobreviverão, e o que terão que abdicar para tal.

Há de se ressaltar que o seriado tem seus altos e baixos, como qualquer outra série televisiva. O nível geral é muito bom, mas é óbvio que há episódios menos excitantes que outros – num esquema bem conhecido de “morde-e-assopra”. O primeiro episódio, “Days Gone Bye” (dirigido por Darabont), é daqueles inesquecíveis – com cenas de ação muito bem planejadas e filmadas, com slow motion dignas de Sam Peckinpah -, mas o nível dos dois seguintes são fraquinhos. “Vatos“, o quarto capítulo, e “TS-19“, o season finale, honram o que os fãs esperam, com reviravoltas, sangue, mortes e, acima de tudo, desilusão.

É claro que não há a volatividade existente na obra original, e no seriado há menos mortes de personagens importantes até agora. A meu ver, isso é algo que deve ser revisto para a segunda temporada, que terá mais episódios (13 no total), e deve ceifar mais vidas por aí. A adaptação mostra estar muito bem encaminhada, com participação ativa de Kirkman e Darabont, cada qual com seus domínios (um sobre a obra original, outro com o modus operandi para fazer disso algo foda). Além disso, os ganchos deixados pelo season finale deixam os fãs intrigados: quem acompanha a obra original tem alguma ideia do que possa acontecer, mas não pode antecipar com certeza absoluta o que verá na telinha. The Walking Dead é, com certeza, uma luz no fim do túnel para fãs do gênero: finalmente foi comprovado que há espaço para seriados adultos, violentos e ousados na TV mundial; tudo depende de quem está por trás.

The Walking Dead Season 1 – Excelente


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