Navajo Joe

9 04 2011

Logo após realizar uma das obras-primas do spaghetti (Django), Sergio Corbucci premiou o público com mais outro ótimo filme, logo na sequência: Navajo Joe, de 1966. Não acredito que Navajo tenha a mesma profundidade ou intensidade de Django, mas isso não o faz um filme ruim, muito pelo contrário. Se percebe, ao fundo de toda a cruzada de vingança de Joe [Burt Reynolds, irreconhecível de tão novo], uma dura crítica social no filme. O protagonista é proveniente das minorias, e sofre com preconceito de toda a cidade que defende; o antagonista Duncan [Aldo Sambrell, bem como sempre] é um mestiço que nutre ódio por indígenas e se aproveita dos brancos; por fim, os únicos que defendem Joe são um grupo de prostitutas e uma empregada mestiça (ou seja: mais pessoas à margem da sociedade). Corbucci, que nunca teve medo em utilizar a violência, não hesita em mostrar escalpelamentos, execuções de mulheres e crianças e mortes impiedosas para corroborar com os personagens violentos que apresenta. Além disso, Navajo Joe tem todos os aspectos de um ótimo western spaghetti: personagens marcantes, ótimas sequências, boas cenas de ação, hipocrisias sociais colocadas em xeque e uma trilha sonora maravilhosa (e imortal); ou seja, pare de perder tempo e vá ver o filme.

“Navajo Joe” – Muito Bom


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