Project Cafe

25 04 2011

Óbvio que isso é meramente ilustrativo, rapeize

Do Omelete: “Sucessor do Wii tem detalhes revelados”. Tô com preguiça de ficar resumindo, então se você realmente quer saber o factual sobre o anúncio que a Nintendo vai apresentar seu novo console na E3 deste, clica ali no link. Pois bem, acho que a discussão sobre a nova empreitada dos japorongos merece uma discussão mais densa e, ao mesmo tempo, que se mantenha mais no plano das ideias.

Fato: a Nintendo já sabe que, nesta geração, tem um público muito fiel e coeso. Além disso, o Wii tem se saído melhor em vendas e no panorama geral da coisa porque consegue assimilar parcela do público que Microsoft e Sony rivalizam para dominar. Com jogos mais casuais, feitos sob medida para gamers de final de semana, e preços mais acessíveis – por mais que o custo seja não ter poderio para rivalizar com o hardware de Xbox360 e Ps3 -, a Nintendo ainda abocanha pessoas com poder financeiro suficiente para pelo menos levarem em conta possuir dois consoles distintos em casa: um pra jogar sozinho (ou na rede), e outro pra jogar com amigos, família, namorada, etc.

O surgimento do tal Project Cafe (ou Stream, whatever) vem com uma grande incógnita acompanhada de uma certeza. Por ser lançado em 2012, vai concorrer diretamente com a atual geração de Microsoft e Sony por, pelo menos, um ano. Para tal, tem especificações técnicas que o credencia a competir de igual para igual no visual, com o upgrade de ” inovações no controle, que terá uma tela sensível ao toque, em alta definição, com 6 polegadas, além de uma câmera (virada para o jogador), direcional digital e dois gatilhos”. Como precursora do touchscreen nos videogames atuais – Nintendo DS e seguintes -, a Nintendo sabe como ninguém como usar o recurso. Mas vai ter que competir com consoles já estabelecidos nos nichos que dão mais importância para o visual, e que têm poderio financeiro pra gastar num videogame, pois o enxergam como um prazer quase que pessoal. O sonymaníaco ou o xboxmaníaco preferem jogar na rede a ter que ensinar jogadores casuais a tocar o terror em Gears of War, por exemplo.

A dúvida é: o público nintendista vai pagar tão caro por um console (e pelos jogos) para jogar apenas casualmente? Claro que não. E por isso a Nintendo dá um passo ousado, porque terá que cativar quase que instantaneamente com jogos infanto-juvenis (a marca registrada da empresa, historicamente falando). Sim, há muitas franquias já estabelecidas, como Donkey Kong, Zelda, Mario Bros, Metroid, mas só isso não dá conta do mercado que a Nintendo está pensando em conquistar. Vai conseguir? Essa sim é uma pergunta praticamente impossível de responder. Os japoneses não se cansam de surpreender a todos com muita competência – Wii, DS, etc. Mas acho sim que os japoneses vão penar no começo. Posso queimar minha língua, mas não escreveria um post desse tamanho se não tivesse palpite algum, convenhamos.


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