Dexter – 2ª Temporada

31 05 2011

A primeira temporada de Dexter arrebatou o público. Com o sucesso, a segunda temporada era extremamente aguardada e, antes de seu lançamento, todos os fãs estavam ansiosos para conhecer o serial killer da vez: o Bay Harbor Butcher (Açougueiro de Bay Harbor). Além disso, havia grande expectativa para se descobrir como evoluiria a tensa relação entre Dexter e o Sg. Doakes, que deixara claro que ficaria de olho no nosso assassino favorito. Infelizmente, devo deixar avisado de antemão que, por melhor que esta temporada seja, ela não chega aos pés da anterior.

Dexter abdicou, no final da temporada anterior, dos seus laços de sangue ao matar o Ice Truck Killer (Rudy, para os íntimos). No momento decisivo, Morgan escolhe os vínculos familiares e afetivos que aprendeu a, de certa forma, cultivar com o passar dos anos. Para uma máquina de matar perfeita, desprovida da maioria de sentimentos como compaixão, alegria e amor, esta escolha significa um suspiro, uma inesperada confiança que, em algum dia, Dexter poderá mostrar a alguém quem ele realmente é. Nesse panorama, ele começa a freqüentar um AA por causa de sua namorada, Rita. Para que eles possam continuar juntos, Dexter deve “controlar seu vício” – por mais que não exista um Assassinos Anônimos para ajudar nosso anti-herói. Ali, ele conhece a sedutora (e problemática) Lila [Jaime Murray], com quem desenvolve um tórrido e perigoso caso amoroso.

Enquanto isso, todas as vítimas de Dexter emergem das profundezas da bacia de Miami, e ele se vê como alvo de uma das maiores investigações criminais da história. E eis que surge um dos melhores personagens da série: o especialista em serial killers do FBI, Agente Especial Frank Lundy [Keith Carradine, num dos melhores papéis de sua carreira]. São simplesmente hilários os momentos de introspecção de Dexter enquanto investiga seus próprios assassinatos! Com o desenrolar da temporada, o cerco se aperta cada vez mais e, como é praxe no seriado, Dexter fica progressivamente cercado por diversos acontecimentos – nesta temporada, a investigação do FBI (e Doakes) e o amor doentio de Lila.

Esta segunda temporada tem um tom diferente da anterior. Enquanto na primeira há toda a formação dos personagens e relações, Dexter tenta descobrir de onde veio, entender porque é deste jeito. Na segunda, no entanto, parece que estamos vendo um ótimo suspense: a cada novo episódio as coisas ficam mais tensas, e há mais ação e momentos climáticos durante os doze episódios. Mas, no geral, a qualidade dos episódios cai, porque há alguns problemas, por exemplo, na relação Dexter-Lila, que se arrasta burocraticamente até a parte final da temporada. Por outro lado, há a ótima presença de Carradine, que cai como uma luva na equipe de investigação do Miami Metro Police Department. Além disso, seu tórrido romance com Debra é outro dos pontos positivos desta segunda temporada.

Se for destacar alguns episódios desta temporada, a maioria esmagadora é da parte final. Com exceção do começo da temporada, em “It’s Alive!”, os melhores episódios são “The Dark Defender”, “That Night, a Forest Grew”, “There’s Something About Harry”, “Left Turn Ahead” e o eletrizante “The British Invasion”. Mesmo sem a genialidade da 1ª temporada, esta é bastante satisfatória, se encarada como um extenso jogo de gato-e-rato, e tem seus bons momentos de tensão.

Dexter (2ª Temporada) – Muito Bom


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