Dexter – 3ª Temporada

1 06 2011

Depois de aparar arestas e entrar de cabeça no relacionamento com a amável (e facilmente enganável) Rita, Dexter padece no paraíso. Porém, é o momento de confrontar a lembrança de seu pai adotivo, o seu mentor, o responsável pelo código que doutrina sua ânsia por sangue: Harry Morgan. Assim, Dexter para de seguir o Code of Harry de modo cego, o que acaba colocando o respeitado Miguel [Jimmy Smits] em seu caminho. Ao assassinar acidentalmente o irmão do promotor cubano, Dexter acaba forjando uma imagem e, posteriormente, Miguel descobre o terrível segredo de Dex. Simultaneamente, suas famílias se tornam cada vez mais próximas, e esta relação vai se estreitando –e Dexter acaba formando uma improvável e perigosa parceria com Miguel.

O promotor vê em Dexter uma espécie de “vigilante”, que pode ensiná-lo a ser forte o suficiente para burlar as leis e assassinar aqueles criminosos que escapam das mãos da Justiça; porém, para Miguel, a Justiça é norteada por seus próprios achismos, vontades e iras reprimidas. Assim, com o passar dos episódios, vemos Dexter cada vez mais acuado pelo cubano – que, por saber sobre o segredo do serial killer, não hesita em chantageá-lo -, o que poderia ser uma amizade vindoura se torna um duelo de xadrez, onde cada um está em solo arenoso e precisa fazer movimentos friamente calculados.

Não vou negar: acho esta terceira temporada um porre. O casting de roteiristas se aproveita de uma boa premissa inicial – o confronto do Code of Harry. A idéia é interessante, até porque todos nós passamos por esta fase, onde confrontamos a imagem que temos de nossos pais, a figura do “pai-herói” perde seu posto de santidade e se torna mais humana; nossos pais se tornam nossos semelhantes, homens como nós. O que ferra esta temporada é justamente a presença de Miguel. O promotor cubano é um personagem fraco, sem carisma e simplesmente chato. Além disso, sua presença se arrasta ao longo da temporada, e só queremos que Dexter perca sua paciência e o mate logo!

Talvez a única coisa que se salve nesta terceira temporada seja sua parte final, onde Dexter finalmente percebe um pouco de humanidade em si, e pede Rita em casamento. Assim, o vemos se preocupando com Miguel e com o matrimônio ao mesmo tempo, o que dá uma acelerada no ritmo dos episódios finais, menos burocráticos que o restante da temporada. Há ainda o surgimento de outro assassino procurado pelo Miami Metro, o Skinner, que também se insere nesta complicada equação, e dá sua dose de adrenalina no season finale, “Do you Take Dexter Morgan?” (o melhor episódio da temporada, com certeza).

O que sobre, no fim das contas, é o desleixo dos roteiristas, aliado a escolhas erradas – como dar tanta importância a um personagem tão chato e sem carisma como Miguel. O fim da temporada é emocionante e arma boas bases para a temporada seguinte (Dexter e Rita casados, um bebê a caminho). E também é agradável ver Dexter acabando com todos aqueles personagens babacas no fim das contas…

Dexter (3ª temporada) – Regular


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