Valhalla Rising

25 06 2011

Com as críticas mais do que promissoras de Drive, que ainda será lançado, decidi finalmente assistir aos filmes que havia baixado do dinamarquês Nicolas Winding Refn. Vi seus dois filmes anteriores a Drive, Bronson e Valhalla Rising, (ambos) de 2009. Ainda voltaremos a Bronson, porque é impossível não falar antes de VR. O filme é uma obra-prima, entrou de sopetão no meu top 5 da década passada, e é facilmente o melhor filme que vi neste ano. Refn nos proporciona uma experiência ímpar, que dificilmente pode ser definida com palavras.

A trama de VR se passa por volta do ano 1000 D.C.: o guerreiro One-Eye [Mads Mikkelsen, com uma presença de tela impressionante], que escapa – leiam “massacre que deixa apenas o garotinho Are [Maarten Stevenson] vivo” – de seu cativeiro bárbaro e, seguido pelo menino, se junta a um grupo de guerreiros cristãos em busca da Terra Prometida, onde defenderiam os princípios de Cristo e Jerusalém.

A sinopse acima empobrece o que VR realmente representa. A violência é o fio-condutor da obra, conduzida num ritmo quase que voyeurístico e contemplativo por Refn. A presença de One-Eye se assemelha a alguma espécie de força incontrolável, cujos atos falam por si só. Sem uma linha sequer por todo o filme, o personagem é, como Are define em certa cena, “alguém que subiu do Inferno”. E é interessante perceber que, por meio de longas sequências em silêncio, com lindas ou horrendas paisagens de fundo, a força do personagem suscita uma tensão quase que palpável no espectador.

Segundo o IMDB, há aproximadamente 120 linhas de diálogo durante todos os 89min de projeção. Durante boa parte do filme, os personagens observam seus arredores, sobem/descem colinas e/ou matam e morrem. E assim Refn realiza um filme experimental intenso, brutal e indefinível. O dinamarquês nos mostra um mundo tão duro, selvagem e sanguinolento quanto o próprio inferno. O próprio cineasta afirma que concebeu o filme como uma espécie de “viagem de ácido”. Muito mais coeso e poderoso que um mero efeito colateral alucinógeno, Valhalla Rising é uma obra-prima.

Valhalla Rising” – Excelente


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