Superman e seu novo uniforme (agora em close)

31 08 2011

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Josh Brolin is Old Boy

29 08 2011

Oh Dae-Su

 

Josh Brolin, o "sósia"

 





Mais Avengers

28 08 2011

Novo poster conceitual na praça.





Uma ode a Ted Kord

27 08 2011

Eu amo Ted Kord. Eu idolatro esse cara, sempre o fiz. Ele nunca foi destes malandros exagerados, personagens que todo mundo acaba inventando alguma pataquada estúpida, não senhor. Kord era um cara honesto consigo mesmo. Me irritava um pouquinho esta coisa de todos sonharem em ser o Batman, o Superman, o Homem-Aranha ou o Wolverine. Não porque estes personagens não ostentem características que qualquer fã gostaria de ter, mas é que me parece que o mar tem tantos outros peixes! E Ted Kord é ídolo, genialidade em forma bruta. Além de ter feito parte de uma das Ligas da Justiça mais ridículas, descabidas e hilárias de todos os tempos, ele tem um melhor amigo. O Super é amigo do Batman, mas é essa coisa fria distante e chata, de mentirinha mesmo. A mesma coisa vale pra essas outras grandes parcerias, tipo Homem de Ferro e Capitão América, porque é tudo perfeitinho demais pro meu gosto. Besouro Azul – porque o Ted Kord vai carregar esta alcunha pra sempre, pelo menos pra mim – e Gladiador Dourado são dois caras simpáticos desastrados carismáticos e em sintonia. Porra, eles têm senso de humor! Enquanto Batman e Cia. poderiam ser análogos aos bonitões e bem sucedidos do mundo real, Besouro e Gladiador são aqueles caras que têm potencial não aproveitado. Talvez seja uma espécie de consonância entre Ted e eu esta baita síndrome de vira-lata. Mas o que me faz admirá-lo é que Ted é um cara tão capaz quanto outros grandes personagens sem poderes, só que sem a grife. E morre, que nem a gente vai morrer um dia. E não vai reviver, porque ele é um cara normal. Diabo, fiquei triste quando ele morreu, fiquei mesmo. Por quê? Quando esses cachorros grandes morrem, é sempre uma questão mercadológica, a volta se torna um mero detalhe; quando gente normal e querida morre, a gente fica de luto. Eu queria ser o Besouro Azul, com aquelas parafernalhas estranhas e aquele uniforme de pano.





I like(d) your fingertips

26 08 2011

Dizem que o amor se constrói baseado nas coisas pequenas. Singelezas, daquelas que os filmecos românticos que apaixonam as meninas vazias adoram exacerbar. É tipo literatura de auto-ajuda, que todo mundo sabe quão ruim é, mas quase ninguém tem coragem de lembrar que tem uma verdade ou outra perdida naquela bobajada toda. Sendo lugar-comum ou não, sinto falta de pequenas coisas de você. Demorei a me acostumar com a idéia de gostar do seu jeito ranzinza antes do primeiro gole de café recém-passado, enquanto acendia seu filtro vermelho, confesso. Monossilábico. Achava isso muito irritante naquelas primeiras manhãs de sono trôpego que tínhamos. Talvez fossem os orgasmos malucos que causávamos um ao outro, mas eu aturava aquela ranzinzisse, porque sabia que depois do primeiro trago você ficava bobo alegre charmoso com seus princípios de olheiras enquanto falava alguma doce besteirinha pra mim. Gostava quando sua primeira palavra do dia era um beijo daqueles que só você sabe dar, naquela parte de trás da orelha. Bem, na verdade comecei todo este devaneio aqui pra admitir que sinto muita falta da tua respiração forte na minha nuca. Podia falar que sinto tua falta na minha cama, mas isso não é de todo verdade. Pior: não honraria uma lembrança sensorial tão marcante como seu cheiro de último-cigarro-da-noite impregnado na minha fronha. A região da sua boca sempre me foi a favorita. Não me entenda mal, pois sempre te achei lindo (por mais que você nunca acreditasse), mas sua boca é divina. Seu beijo, sua chupada, seu sorriso, sua barba macia e meio ruiva. Das poucas vezes que eu despertava antes de você, preferia te acordar passando a mão no seu rosto pra gente fazer amor. No dia em que tudo acabou, e eu sabia que ia acabar porque eu precisava acabar, pensei em te acordar assim. Pensei em passar a mão na sua barba mais uma última vez. Pode ser por conta do emaranhado interno de confusão que meu coração estava, ou por simples escolha do acaso, mas não passei a mão. Você estava tão longe, dormindo do meu lado. Meu braço não te alcançava, meu coração batia devagarzinho e pesado, minhas lágrimas não saíam. Minha cama está quente de novo, não sei como anda a sua. Espero que esteja apenas diferente do que era quando eu me juntava ao teu corpo. A minha tá diferente, não sei se pra melhor ou pior. Ele não fuma.





Tinker Tailor Soldier Spy (posters)

25 08 2011





Rango (2011)

25 08 2011

Rango, de 2011, é dos filmes mais divertidos e legais que vi nestes últimos tempos atribulados. Devo confessar que, guardadas as devidas proporções, ele me remeteu muito a 800 Balas, do Alex de La Iglesia, no sentido de ser uma descompromissada e muito bem realizada homenagem ao western. O roteirista John Logan, ao lado do diretor Gore Verbinski (da série Piratas do Caribe, isso mesmo) e James Ward Byrkit criaram uma bela trama de faroeste ambientada por animais típicos do deserto, situada nos tempos atuais. Há diversos pontos comuns a tantos clássicos do gênero, como o poderoso que controla o povoado, o vilão letal, o forasteiro que chega para mudar as coisas, a comunidade afastada que também busca apenas sua sobrevivência. Um dos aspectos mais legais é o papel da água no filme: tal como a ferrovia em Era Uma Vez no Oeste, os US$200 mil de Três Homens em Conflito ou a vida em Keoma, a água é o objeto mais valoroso, que impulsiona todos os personagens de Rango.

Há ainda de se destacar as referências que o filme faz. Um hall de personas e clássicos westerns são homenageados com competência – Por Um Punhado de Dólares, Era Uma Vez no Oeste, Clint Eastwood, Kill Bill e até Hunter Thompson (!!) -, sem que o filme soe como um pastiche montado por referências amontoadas. Há cenas belíssimas, ótimos diálogos, a qualidade dos efeitos especiais é deslumbrante e, claro, o trabalho de Johnny Depp, Isla Fisher, Ray Winstone, Ned Beatty e outros na dublagem é sensacional. Aqui, abro um aparte para quem conseguir adivinhar quem dubla o Espírito do Oeste – é surpreendente! Devo confessar que não me interessei por Rango à época que foi lançado nos cinemas; devia ter pensado melhor, vê-lo na telona deve ter sido uma experiência e tanto.

“Rango” – Muito Bom








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