Ela chutou a porta e entrou

9 08 2011

*Uma rápida licença pra uma cena inacabada que, num ímpeto, consegui terminar. Espero que gostem…*

“Ela chutou a porta e entrou como se fugisse de um mal inominável. Ledo engano: ao encarar seu olhar, percebeu que, se havia algum mal, havia acabado de despertar com toda a fúria. Ela correu e começou a esmurrá-lo. Como um pequeno garoto indefeso, tentava se proteger; tudo em vão. Talvez fosse o efeito da garrafa e meia de uísque que engolira rapidamente depois de ter acabado com a mísera existência de três valentões. Era econômico com este tipo de cara: gostava de meter-lhe apenas uma bala na testa. Enquanto tentava se esquivar ou pelo menos se defender daquela mulher em fúria, tentava entender o quê estava acontecendo. Compreendendo ou não, as mãos daquela ruiva irritada estavam ficando pesadas. “Se recomponha, homem, não está tão borracho pra ser nocauteado por uma maldita rancheira”, divaga. Enquanto sentia aquelas leves mãos pesadas descarregarem algo indefinível em suas costas, percebera que havia algo mais ali. Ia ter que se esforçar pra irromper aquela força em moldes de mulher. Com a mão direita conseguiu conter o punho esquerdo da ruiva. A segurou como se sua vida dependesse daquilo. Domada a esquerda, a direita lhe pareceu fácil. Repassando a força desprendida nos braços para o tronco, ela conseguiu empurrá-lo contra a parede. “Diacho de rapariga!”, gritava. Mantinha os braços bem apertados, sabia que aquilo ia deixar marcas. Pela primeira vez conseguiu fitá-la. Aquele rosto suado de raiva e algo mais, repleto de sardas, o hipnotizou; roubou um beijo. Pronto: estava desarmada. Ela irrompeu o cerco imposto pelos braços do pistoleiro com força descomunal e agarrou-lhe os cabelos enquanto se beijavam avidamente. Talvez fosse a mistura de murros e bourbon que lhe enturvescia o entendimento, mas havia algo inexplicável naquilo. Compreensível ou não, ela se transformara. Abriu seu colete rasgando a camisa por baixo, começou a chupar seu peito com força; sentia dor e prazer ao mesmo tempo. “Chega disso”, disse. A jogou no chão e arrancou os botões de sua calça. Começou a degustá-la como se fosse dos pratos mais caros que comeria em sua vida. Com força, com carinho, com fome, devagar. Ali se tornaram um só: um amálgama de arranhões, chupões, luxúria, ira e suor. Em questão de poucos minutos ela se contorcia de prazer enquanto ele lhe penetrava por trás. Ritmado e acelerado, os dois urraram no momento do gozo. Combalido, desabara naquele chão de madeira envelhecida. Ela se levantou, arrumou-se da melhor forma possível, roubou sua calça, vestiu-se e saiu. “Maldição, que haja mais um gole de uísque.”; bebeu.”

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6 responses

9 08 2011
Alana Phibes

Inspirador…eu gostei 🙂

9 08 2011
hqsubversiva

Obrigado, Alana!

10 08 2011
Luiz Alexandre

Muito legal, cara! Parabéns mesmo!

10 08 2011
hqsubversiva

Brigado, Luizão!

10 08 2011
carol

a incrível e infalível mistura de sexo&violência.

10 08 2011
Natiii

Com força, com carinho, com fome, devagar.

Demais!

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