Justice League nº1

1 09 2011

Chegou o infame dia da reformulação completa do Universo DC; a numeração volta à estaca zero, tal como a maioria esmagadora de conceitos trabalhados desde 1986, no pós-Crise Nas Infinitas Terras. Temos que ter em mente que a medida procura conquistar mais leitores, isso tudo é uma questão mercadológica. Agora, o que me incomoda é que, com gente boa e graúda nas cabeças deste reboot, tenham caído num conceito ultrapassado, defasado e ridículo das HQs: a política do “bato-primeiro-pergunto-depois”, tão repetida nos inúmeros crossovers noventistas das grandes editoras. Os desenhos de Jim Lee são competentes como sempre, mas Geoff Johns ficou muito aquém do que pode mostrar neste primeiro número da Liga da Justiça, carro-chefe da reformulação.

Não serei hipócrita para dizer que tudo está um lixo, que a reformulação está fadada ao fracasso, mas é óbvio que tudo poderia ter sido muito melhor. Para mim, esta primeira HQ ficou ruim, ficou fraca. Tem muita ação, brigas, mas os personagens estão mal trabalhados: Hal Jordan é um babaca e, no tão esperado encontro entre Batman, Lanterna Verde e Superman, o Homem de Aço se porta como um brutamontes idiota: bate primeiro, e depois vai querer conversar. Realmente acredito que Johns tem criatividade, e que não precisa se apoiar nesta fórmula estúpida. Alan Moore disse recentemente que a indústria mainstream de quadrinhos está definhando cada vez mais rapidamente pela falta de ideias e originalidade; o barbudo maluco está coberto de razão, principalmente nesta Liga da Justiça nº1.

“Liga da Justiça nº1” – Ruim


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4 responses

1 09 2011
ale668

o Jim Lee ta parecendo o Rob Liefeld

1 09 2011
hqsubversiva

Hahaha, pior que está mesmo!

2 09 2011
João do caminhão

Eu parei de ler esses quadrinhos de super-heróis Marvel/DC lá por meados de 98. Desde aquela época essa formula de super-heróis vem se demonstrando cansada, é tanto morre e volta, megasaga, crossover, reformulação e etc. e etc. que a coisa anda, anda e anda mas incrivelmente não sai do lugar.
Eu adoro quadrinhos, mas só tenho comprado volumes com arcos fechados (como o excelente A Queda de Murddock, que ganhei no meu último aniversário) ou coisas com início, meio e fim (A Panini vem fazendo um trabalho bem bacana com as obras Ex-machina e Y do Brian K Voughan.)

2 09 2011
hqsubversiva

Não que eu tenha desistido destas sagas atuais, mas ando bem relapso também, viu, Dejair. Tu faz é muitíssimo bem em comprar apenas estes encadernados bem cuidados que as editoras publicam, na minha singela opinião.

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