Have no fear For when I’m alone

17 10 2011

Hoje eu sonhei contigo. Era um sonho meio estranho, envolvia muitas gentes que gosto e que não vejo faz tempo. Não sei se era nostálgico, lembro de ser realista e surreal na mesma medida. Estávamos numa espécie de praia, você estava com seu namorado, eu estava lá. Me sentia mal, não por vocês ou algo do gênero, mas por alguma outra coisa. Estava sozinho. Chegou o ponto que teríamos a conversa que nunca tivemos. Seu namorado se intrometeu e fiquei irritado porque aquilo não lhe apetecia “não é assunto teu” eu gritava. Os ânimos se acalmaram, e iríamos conversar, perguntar o porquê de você ter me extirpado de sua vida. Não lembro da conversa em si… irônico, não? Talvez seja isso que me faz meio vazio: esta lacuna. “Comemos” alguma etapa deste processo dolorido por natureza. Mas você está bem, começando sua vida de verdade. Eu me sinto meio avoado, sinto sem sentir direito. Estou pela metade em tudo que entro. Me lembra por demais aquele filme meio doido, “Crash“, do Cronenberg, em que as pessoas sentem tesão com batidas de carro, pois é o único modo que suas almas conseguem se manifestar: é pelo choque abrupto, pela violência, pela dor. Fico me imaginando, que nem naquela música do Bowie, se você alguma vez confundiu o nome dele, se você já chorou um pouquinho no escuro. “Minha cama anda vazia e gélida”, te responderia se você me perguntasse. Sei que é momentâneo, mas nunca fui de sentir frio.


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