Nesse ano eu não morro

31 12 2011

É, meus caros, bem ou mal 2011 foi isso aí. Um ano importantíssimo pra mim, quando sofri por demais e também tive surpresas maravilhosas. Sei que nos últimos seis meses tenho sido meio relapso por estas bandas, e espero consertar isso neste início de 2012. Falamos menos de notícias de lançamentos, mas tivemos bons especiais ao longo desta jornada, e tive coragem de finalmente começar a colocar no papel – no caso, no teclado – algumas de minhas ideias, uns delírios e devaneios aqui e acolá. Começo uma nova jornada a partir de 2012, saio do interior e vou, de vez, pra cidade grande. Espero que o RJ me seja tão bom quanto espero, que este mestrado venha pra melhorar ainda mais as coisas, e que o HQ Subversiva retome sua vivacidade de outrora. A lição que fica, meus caros, eu deixo para o grande Steve McQueen dizer: “Hey, you bastards, I’m still here“. Feliz ano novo, amigos.

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La Casa de Mi Padre – Posters

31 12 2011

 

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Mexican Western Shootout

30 12 2011

Só mais um trago. Se eu me demorar pra acabar com esse gole quem sabe o tempo para um pouco, pensa. Tem dois que não tiraram os olhos desde que entraram no bar. O trompete melancólico da música de fundo dá o tom para esta situação inevitável. Tristonho e lamurioso, o som lhe penetra os ouvidos, como se anunciasse a tragédia (já) anunciada. Não acredito que me surgem estes dois filhos da puta justo agora. Justo agora, exatamente neste minuto, não quero fazer isso, não acredito que vou ter que fazer isso. Olha pro copo embaçado, desliza suavemente a mão direita pra baixo do casaco. Tenho que ser rápido. Pelo espelho meio sujo do bar percebe que a hora da estrela se aproxima. A tensão corta o ar, o barman enxuga os copos enquanto os dois mal encarados vão lentamente se preparando pro banho de sangue que se anuncia. Diabos, os pentes não estão cheios, não posso errar, sussurra. Ainda não posso morrer, sabe, diz ao barman. Por que você iria morrer, chega de uísque pra você por hoje, chapa, responde. O bourbon lhe desce queimando as entranhas, saca suas 9mm e já se vira alvejando a mesa onde a dupla estava sentada. Acerta o rosto de um dos capangas, que tomba enquanto o sangue lhe escorre as faces. O outro se joga no chão e responde com dois tirombaços de cartucheira, destruindo um par de cadeiras que estavam à frente. O barman se joga no chão, uns pares de clientes começam a gritaria. Tanto faz, os dois estão preocupados apenas um com o outro agora. Uma intensa troca de tiros toma lugar, revirando e destruindo o bar. Por detrás do poste, vislumbra por um fiapo do espelho – agora quebrado – o grandalhão se movendo. Sai disparando freneticamente suas pistolas, acerta o calcanhar do atirador. Com o tiro, os tendões se rompem e o homem urra. Sabe que tem pouco tempo e, em poucos segundos se aproxima, recheando o grandalhão de balas. Descarrega os pentes enquanto os trompetes do rádio dão um tom grandioso à matança que ali tomou lugar. Guarda suas pistolas, olha pro seu arredor destruído e sai pela porta da frente. A balada se encerra, os trompetes se emudecem. O sangue escorre.





Danny Trejo is Bad Ass

26 12 2011

Sem palavras para o que deve ser esta belezura, né?





Watchmen 2 – Esboços

25 12 2011

Por Andy e Joe Kubert

 

Por J.G. Jones

 





Prometheus – Official Trailer

23 12 2011

Ainda embasbacado.





To the Valley below

20 12 2011

Tchau. Não sei se isso é um tchau, talvez seja um até logo, é, não consigo saber, eu tampouco. Meu toque encontra o teu. Depois tudo se esvai, mas deixa este cheiro impregnado, sua pele macia fica encralacrada debaixo da minha unha, isso é tão lugar-comum, mas é isso. Os olhares fogem mas não percebem o quão magnetizados estão, sempre retornam ao mesmo ponto. A porta se abre, você vai, eu fico, você fica, eu vou. Esta merda anda tão rápido e tão devagar e cá estamos, meu amor, parece que no mesmo ponto. São os mesmos quilômetros e partículas de distância, mas, ah, eles aumentarão. Eu sei, depois tudo diminui, claro que diminui, mas será que o meu cheiro no seu pescoço é tão forte a ponto de não esquecê-lo? Quanto menos se pensa, melhor. Sente, você nasceu pra sentir, pra esbarrar e reagir, pra me acariciar, pra nos fragmentar. Isso soa tão pretensioso. Talvez. Acordo no comecinho da noite, levanto, começo a escovar meus dentes e cá estás de novo, me envolvendo, passa a mão no meu peito como só você sabe, passa. Quando estamos?  A vida não traz resposta. Somos apenas esta existência conjunta e disforme, uníssona e heterogênea. Complexa e simples. Sinto na terceira pessoa do plural. Tudo demora tanto. Isso é tão rápido. Parece que só precisamos de mais um copo, mais um trago, mais um beijo. Tu não nasceu pra pensar, tu só sabe andar e andar, descobri dia desses. Então anda, caminha bastante, percorre o mundo. Anda pelos minutos e dias, os ultrapassa. Estamos de novo. Talvez isto tudo seja apenas mais um delírio, vamos acordar na calada da noite com aquele gosto tão particular na boca. Que sejamos um sonho então. Sonhemos acordados, até quando pudermos.








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