Devaneios de um andarilho qualquer

18 03 2012

Andar a esmo em sua nova cidade é uma prática quase que natural. Seja para estabelecer raízes ou mesmo conhecer o ambiente, a maioria faz isso. Não sei se é uma característica positiva ou negativa (se assim pudéssemos classificar as coisas compreendidas entre o céu e a terra, diriam), mas sou observador. E, por isso, gosto de andar só – em geral, aprecio e luto por esta individualidade. Caminhava pela orla, o dia estava um pouco ensolarado e com nuvens esparramadas pelo céu. A brisa refresca, as ondas batem na areia e nas pedras gigantescas da encosta. Este movimento cíclico, quase hipnótico, limpa a mente. A água salgada e suja acaba tirando tantas preocupações, faz abstrair aspectos do dia-a-dia sufocante que vem por aí. Que já chegou, que está comigo desde sempre. As pessoas tiram fotos daquela paisagem deslumbrante, enquanto eu as tiro apenas mentalmente. Parece que sou, de certa forma, englobado por aquele lugar maravilhoso. Passa a vontade de beber, de comer, de fumar, de pensar. O tempo congela, mas não para. A vida prossegue, nova. Novos problemas, novas alegrias, novos afazeres, prazeres, surpresas. Continuo. Igual, mas sensivelmente diferente. Olho ao redor, para o céu que ainda verei tantas vezes de forma similar e outras de modo tão diferente e tudo tão diferente. Observo. Sorrio.


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