Shame (2011)

24 04 2012

Texto breve e conciso pr’um filme que não merece mais do que isto: Shame, de 2011. Nova parceria entre Steve McQueen (não o nosso ídolo, aquele outro lá, cineasta “novato”) e Michael Fassbender, o filme conta um pouco sobre a vida de Brandon Sullivan, homem bem-sucedido, com relações familiares estremecidas (pra não dizer inexistentes) e viciado em sexo. Planos-sequência bem arquitetados, imagens lindas, um jogo de cores que transita entre o séptico e o vívido, um bom elenco. Elementos que deveriam garantir um bom filme, certo? Na minha opinião, não. Como se comover com o drama deste adicto se não há conexão com este personagem? De um modo bem melhor que o meu, Inácio Araújo destaca que este é um “genuíno filme de artista, no pior dos sentidos possível pra esta condição“. Me parece que falta aquele “algo a mais” ao filme, algum tipo de vínculo com seu espectador. Os defensores de Shame dizem que a obra é um bom retrato de uma sociedade individualista, de relações superficiais, de um mundo pós-moderno desconstruído, distante. Não consigo ver isto no filme, me desculpem. Para mim, é apenas algo ambicioso e, ao mesmo tempo, mal-sucedido. Podíamos ter ficado sem esta – e nem a nudez da gracinha Carey Mulligan salva…

Shame” – Ruim

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