De um tempo onde as aberturas eram geniais

30 10 2012

La Resa Dei Conti, 1966.





Iron Man 3 – Official Trailer

23 10 2012

A coisa ficou BEM séria.





Moonrise Kingdom (2012)

15 10 2012

É inegável que vivemos, esteticamente, uma era onde o hype e o vintage têm falado mais alto. Com instagram’s, filtros sépia e afins, muitos gostam de mascarar a realidade de forma vazia, tal como fora feito em épocas de outrora de outras formas. Sem dúvidas, Wes Anderson, pelo menos no que tange o cinema, é dos “responsáveis” pela ascensão dessa estética, influenciando boa parte do cinema indie contemporâneo; porém, é crucial lembrarmos que nem sempre o que parece hype é ruim. Anderson não está no patamar que se encontra à toa: seu cinema inventivo justifica sua aparência, principalmente pela sensibilidade com a qual os temas escolhidos são abordados. Moonrise Kingdom, de 2012, é a prova que o diretor continua afiado, e ainda dá fôlego ao seu jeito de narrar uma história. Muitos poderão apenas ver o cartaz e o trailer do filme e já torcer seus narizes: uma pena. Pena porque o filme é incrivelmente belo e sutil, extremamente eficiente em contar uma história de deslocamento, de insurgência contra nossos problemas cotidianos, de resistência a um mundo que parece cada vez mais não ter lugar ao sol para todos nós. O elenco, como de costume, está muito bem – destaque para o casal de protagonistas mirins, Kara Hayward e Jared Gilman, além de Edward Norton e Bruce Willis -, a trilha sonora corrobora com todo o ambiente montado pelo diretor – a introdução ao som de Benjamin Britten é lindíssima -, e o roteiro transita entre uma ampla gama de temas com o tom exato, sabendo quando levar-se a sério e quando fazer chacota de si mesmo. Em suma: não deixe se iludir pela roupagem de Moonrise Kingdom, porque atrás dos filtros coloridos, contrastes e roupas estranhas há sustância… e muita.

Moonrise Kingdom – Excelente





Up on the ladder of our time to escape

13 10 2012

Não há inspiração que se atravanque com tal visão. Com tal lembrança vívida, quase táctil de alguém. De alguém que é algo que é tantas outras coisas, tão indefinível. Misterioso tal qual somos nós todos, no âmago de cada um. É incrível que tanta lógica se perca no meio deste labirinto, desta conjuntura de sentimentos quase irracionais. Mais incrível ainda é pensar que esta conjuntura, esta visão tão poderosa não é única: se multiplica conforme nossa vida anda. Se pra frente ou para os lados, não sei informar, mas sei que anda e anda sem pensar pr’onde vai correr. E, junto com isso, há tantos pontos em comum! Quantos encontros, gostos, ideologias e sonhos em comum, recorrentes. Presentes. Então, bem, o que nos resta além de escrever? De tentar traduzir um bocado desta confusão boa, desse emaranhado de memórias? De tentar vivê-los mais uma vez… ressignificá-los. De quiçá mantê-los vivos. Se, um dia, o foram.





Play Dirty (1969)

12 10 2012

Play Dirty, de 1969, dirigido por André De Toth, é um filme de guerra único. Capitaneado por um elenco britânico, com Michael Caine e Nigel Davenport roubando a cena, o filme é provavelmente o exemplar filmado de maneira mais metódica que consigo me recordar. A trama conta uma grande corrida adentro das linhas nazistas durante a Segunda Guerra na África: uma força-tarefa, comandanda ora por Caine, ora por Davenport, busca a localização de uma importante fonte de petróleo para as forças militares aliadas. O brilhantismo no filme encontra-se, entre outros pontos, no modo como essa peregrinação dos soldados por dentro de território inimigo casa perfeitamente com o perfil do protagonista, Capitão Douglas [Caine], um executivo/ engenheiro da British Petroleum. Ou seja, boa parte das ações mostradas ao longo da projeção é montada de maneira meticulosa, quase calculista – tal como os cálculos e planejamentos de um engenheiro em condições normais de trabalho: vemos os soldados vencerem os desafios a eles impostos de maneira gradual, pensando e planejando ações para transpor as dificuldades, atacando de forma cirúrgica, etc. Com isso, o filme passa longe do marasmo: esta forma de construir os atos dá um ritmo intenso ao filme, além de dar profundidade e funcionalidade aos seus personagens principais – a sequência do ataque nazista aos britânicos aos pés do monte no meio do deserto é de tirar o fôlego, semelhante, em um jeito peculiar, à intensidade da chegada das forças Aliadas à Normandia em “O Resgate do Soldado Ryan”. Não podemos esquecer também da química entre Caine e Davenport, que incorpora um criminoso que fora libertado por conta da guerra e se torna uma espécie de “Ás” do seu pelotão, que apresenta diversas cenas incríveis e poderosas. Em suma, Play Dirty é um raro exemplar que consegue inovar o gênero, trazendo uma abordagem única ao já saturado gênero de guerra. É, mais uma vez, André De Toth comprovando seu talento em subverter distintos gêneros cinematográficos, aliando imagens, atuações e sons de um modo sensacional.

Play Dirty – Excelente





Django Unchained – trailer 2

10 10 2012

Mamma mia!





A Good Day to Die Hard – trailer

4 10 2012

McClane vive!








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