90 anos de Charles Bronson

5 11 2011

Fazes falta, Charles Dennis Buchinsky.






C’era una volta il West

18 08 2011

A perfeição é um conceito extremamente dependente da perspectiva tomada, pois é uma mistura de afinidades pessoais, características assimiladas por todos, dentre outros inúmeros fatores. De qualquer modo, é praticamente uma utopia alcançá-la, com certeza. No entanto, há certas pessoas que realizam um feito digno de perfeição… e há pouquíssimas outras que conseguem mais do que apenas um. Um homem disposto a pagar qualquer preço por seu sonho; um homem disposto a pagar qualquer preço para se dar bem; um homem disposto a pagar qualquer preço por sua ganância, uma mulher disposta a pagar qualquer preço por sua sobrevivência; um homem disposto a pagar qualquer preço por sua vingança.

Elenco estelar, trilha magnânima, cenas inesquecíveis, planos bem montados e realizados, uma história riquíssima: Era Uma Vez no Oeste, de 1968, tem isso e muito mais. Também, é difícil imaginar uma obra que envolva Sergio Leone, Dario Argento, Bernardo Bertolucci, Nino Baragli, Ennio Morricone, Henry Fonda, Charles Bronson, Claudia Cardinale, Gabriele Ferzetti, Woody Strode e Jack Elam não resulte em algo extraordinário. A meu ver, por mais que tenham conteúdos e atmosferas completamente distintas, C’era una volta il West e Três Homens em Conflito são obras perfeitas, e cabe ao gosto do freguês decidir qual a sua favorita. Por um nariz de vantagem, ainda sou mais Il Triello, mas, oras, abençoados sejam os céus por nos permitir contemplar estas duas obras-primas.

“Era Uma Vez no Oeste” – Excelente





The Dirty Dozen

17 04 2011

Lee Marvin, John Cassavetes, Ernest Borgnine, Telly Savallas, Robert Ryan, Donald Sutherland, Charles Bronson… convenhamos: é impossível não sair coisa boa de um elenco de peso como esses, não? E Os Doze Condenados, de 1967, taí pra provar isso: ótimo elenco, dose certa de ação e humor, direção segura e personagens sensacionais. O major Reisman [Lee, em um ano INSPIRADÍSSIMO – pois Point Blank também é de 1967] tem que pegar um grupo com doze prisioneiros militares, discipliná-los e colocá-los a serviço do exército em uma audaciosa missão secreta em território nazista. Sim, a trama parece com muitas outras coisas que você já viu não? Pois bem, um dos principais filmes a construir esse gênero é este aqui, meus caros.

Robert Aldrich, o diretor deste clássico aqui, dosa muito bem as ações mostradas: desde a apresentação do major Reisman, dos doze prisioneiros, como o militar consegue disciplinar e criar uma espécie de companheirismo entre seus comandados, e até o fim, com a apoteótica missão. Ou seja, não há tiroteios e explosões o tempo inteiro, mas vemos uma boa dose de humor, de drama e, claro, ótimas sequências de ação. E há atuações inspiradas, como o agitado Franko [John Cassavetes], o monossilábico Joseph Wladislaw [Bronson], o psicótico Maggott [Telly Savalas, ótimo], dentre outros. É daqueles filmes que, quando você finalmente vê, entende imediatamente sua boa fama: clássico!

“Os Doze Condenados” – Excelente





Mr. Majestyk

14 02 2011

Para a maioria, Charles Bronson em 1974 é sinônimo de Desejo de Matar, quando, na verdade, seu filme anterior ao clássico também merece seu destaque. Desafiando o Assassino (Mr. Majestyk), de 1974, tem um elenco competente, um roteirista de primeira linha e uma direção segura, antecipando tudo de bom que veríamos no clássico de Michael Winner. A trama se baseia no livro homônimo do grande Elmore Leonard – responsável também pelo roteiro do filme -, e mostra o veterano do Vietnã Vince Majestyk [Charles Bronson], cuja trajetória se choca com o assassino profissional Frank Renda [Al Lettieri, competente como sempre]; Majestyk é um agricultor de melancias, que se vê ameaçado pelo desejo de vingança de Renda, e tem que se defender como pode da trupe de marginais.

A construção dos personagens e das situações mostradas no filme seguem a tradição leonardiana de homens envoltos com ameaças causadas por agirem de acordo com um determinado código de honra. Majestyk é apenas um homem decente que, ao longo do filme, acaba sendo acuado pelo poder do bando de Renda, que não apenas o ameaça com a morte, como acaba com sua colheita, afugenta seus trabalhadores e lhe priva de seu ganha-pão. O que se vê de Bronson em Desafiando o Assassino é uma ótima prévia do tipo de personagem que ele desempenharia por pelas duas décadas seguintes: um homem pressionado por criminosos, e que se vê sozinho e sem ajuda em sua luta de sobrevivência.

Desafiando o Assassino possui todos os elementos de um bom filme de ação setentista, com doses homeopáticas de tiroteios, muitas frases de efeito e algumas boas perseguições de carro – com destaque para a perseguição à Ford amarela. Isso já é o suficiente para conquistar os fãs do gênero, que ainda podem contemplar Charles Bronson no auge de seu jeito bad-ass de ser, e um Elmore Leonard eficiente em contar uma história de superação, vingança e violência. Infelizmente o filme acabou sendo suprimido por Desejo de Matar para grande parte do público; entretanto, a história de Majestyk merece muito mais que o esquecimento. Altamente recomendado!

“Desafiando o Assassino” – Muito Bom





The Mechanic

19 11 2010

Não vi nenhum dos dois, mas é óbvio que o do mestre Charles me apetece mais.








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