DC Comics e sua pesquisa de mercado

27 02 2012

O ótimo Universo HQ repassou os resultados divulgados pela DC Comics, sobre uma pesquisa de mercado realizada no início do segundo semestre de 2011. O mote que levou a empresa a realizar tal pesquisa é, obviamente, seu reboot tão discutido e polêmico – pra quem não se lembra, a DC “reiniciou” a maior parte de sua cronologia, afim de conquistar novos leitores e também facilitar esta leitura, até por conta do número gigantesco de sagas e grandes acontecimentos encavalados nos últimos anos. Na matéria do UHQ é possível ver toda uma análise mais intrincada dos resultados, e por aqui prefiro me ater a poucos pontos. Dentre os principais, me chama a atenção que, dos entrevistados, apenas 25% são leitores que estavam afastados dos quadrinhos e voltaram por conta da mudança cronológica, e míseros 5% são leitores completamente novatos no mundo das HQs da editora.

Além disso, a maioria esmagadora do público-leitor é do sexo masculino e tem mais de 18 anos, o que corrobora com a corrente constante que temos visto nas obras mainstream desde os anos 80 – e, muito provavelmente, continuaremos a ver por aí. De resto, vale destacar que a leitura das versões digitais ainda é muito atrelada às edições impressas, o que mostra que, por mais promissor que este novo nicho possa ser, as coisas ainda andam devagar. De qualquer forma, os dados em sua maioria não são muito surpreendentes, visto que muitos já diziam que todo o escarcéu armado pra zerar a cronologia foi mera propaganda; ou seja, a maioria não foi “enganada”, e quem consome é o público cativo da editora. Em todo caso, Dan Didio ainda mantém seu largo sorriso, visto que a editora tem melhorado suas vendas – seja ao custo de uma nova cronologia artificializada, seja por conta de reformulações em equipes responsáveis por títulos, como o polivalente Geoff Johns, o ganso dos ovos de ouro da DC.





Justice League nº1

1 09 2011

Chegou o infame dia da reformulação completa do Universo DC; a numeração volta à estaca zero, tal como a maioria esmagadora de conceitos trabalhados desde 1986, no pós-Crise Nas Infinitas Terras. Temos que ter em mente que a medida procura conquistar mais leitores, isso tudo é uma questão mercadológica. Agora, o que me incomoda é que, com gente boa e graúda nas cabeças deste reboot, tenham caído num conceito ultrapassado, defasado e ridículo das HQs: a política do “bato-primeiro-pergunto-depois”, tão repetida nos inúmeros crossovers noventistas das grandes editoras. Os desenhos de Jim Lee são competentes como sempre, mas Geoff Johns ficou muito aquém do que pode mostrar neste primeiro número da Liga da Justiça, carro-chefe da reformulação.

Não serei hipócrita para dizer que tudo está um lixo, que a reformulação está fadada ao fracasso, mas é óbvio que tudo poderia ter sido muito melhor. Para mim, esta primeira HQ ficou ruim, ficou fraca. Tem muita ação, brigas, mas os personagens estão mal trabalhados: Hal Jordan é um babaca e, no tão esperado encontro entre Batman, Lanterna Verde e Superman, o Homem de Aço se porta como um brutamontes idiota: bate primeiro, e depois vai querer conversar. Realmente acredito que Johns tem criatividade, e que não precisa se apoiar nesta fórmula estúpida. Alan Moore disse recentemente que a indústria mainstream de quadrinhos está definhando cada vez mais rapidamente pela falta de ideias e originalidade; o barbudo maluco está coberto de razão, principalmente nesta Liga da Justiça nº1.

“Liga da Justiça nº1” – Ruim





Liga da Justiça Reloaded

27 06 2011

O Omelete divulgou a nova formação da Liga da Justiça, sob a batuta de Geoff Johns e Jim Lee: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen, supomos), Aquaman e Ciborgue. Da equipe “clássica”, foram removidos o Caçador de Marte e a dupla Gavião Arqueiro-Mulher Gavião. Não vejo problemas em mudanças de equipes e outras alterações do gênero, mas mantenho minha posição sobre este marganhafo todo que o UDC vai se transformar: ainda acredito que não é necessário fazer um reboot em toda a continuidade construída desde 1986. Esta manobra me lembra o tempo em que brincávamos de futebol na rua e, quando o dono da bola se cansava, ele acabava com a brincadeira e mudava as regras, só pra tentar se destacar (já que estava mal no jogo). Há bons escritores e boas ideias na DC Comics, e não é recomeçando numerações e cronologias a partir do zero que teremos muitos leitores iniciantes, ou histórias interessantes…





100 Balas na TV?

20 06 2011

Em uma recente declaração do Chefe de Criação da DC Comics, Geoff Johns, vazou uma informação bem interessante: “Vertigo has a comic, 100 Bullets, which is a great story if you like crime comics, and it’s going to be a great TV show. Vertigo comics tend to create their own worlds, so we can see clearly what each story line is, and consider them for television or film“. Pra quem não entende muito de inglês, Johns basicamente fala que 100 Balas, ótima criação de Brian Azzarello e Eduardo Risso, será um grande seriado de TV. O que chama atenção é que o chefão da DC não fala nisso como uma possibilidade, e sim como algo que deve acontecer em questão de tempo. Se pensarmos na trama da HQ, tudo se encaixa: o Agente Graves entra em contato com pessoas que foram vítimas de algum “erro do Sistema”, e lhes dá a chance de se vingar. Graves os entrega uma maleta contendo 100 balas irrastreáveis, uma pistola e a documentação com informações do paradeiro do algoz de cada um; o seriado trata basicamente de vingança, de personagens que devem decidir se aproveitarão suas oportunidades para se vingarem, ou se deixarão os pecados do passado para trás. Sem super-heróis, super-poderes e afins, de fato poderíamos pensar em 100 Balas como um seriado televisivo de 1h de duração, com histórias fechadas em cada capítulo… o próprio Brian Azzarello disse, há dois anos, que a HQ poderia chegar à telinha. É esperar pra ver!


ATUALIZAÇÃO ÀS 0h12 – Como antevisto, a adaptação de 100 Balas para a TV está confirmada: sob a batuta de David S. Goyer (corroteirista de Batman Begins, Dark Knight Rises e responsável por alguns fiascos como a série Blade), o seriado será exibido no canal Showtime, o mesmo do nosso amado Dexter.





Green Lantern – WonderCon

4 04 2011

Cara, esses quatro minutos deixam QUALQUER UM empolgado, na boa.





Aquaman

31 03 2011

Bem, o Rei dos Mares também vai ganhar o privilégio de ser “conduzido” pela batuta do grande Geoff Johns. O homem, que chegou para revolucionar o mundo editorial da DC Comics – ainda falarei mais sobre sua importância pra empresa e para as HQs nesse século XXI -, devolveu status e importância a personagens como Hal Jordan, reviveu ninguém menos que Barry Allen (símbolo desde 1986 de que super-heróis poderiam mesmo ficar mortos), vai escrever as histórias de Aquaman pós-Flashpoint. Segundo o HQManiacs, Johns disse que desenvolver o Rei dos Mares durante a saga Brightest Day – na qual Aquaman voltou à vida, junto com outros personagens – o instigou, e que há grandes planos para o núcleo marinho da editora. Há de se aceitar que Aquaman e os personagens dos mares da DC são um grande desafio para qualquer um. Com o passar das décadas, o núcleo foi relegado ao ridículo, com poucos arcos de qualidade – sempre baseados em grandes tragédias, como Aquaman perdendo sua mão em batalha -, e Geoff terá bastante trabalho. Mas o roteirista tem mostrado e comprovado sua habilidade, e deve injetar novo ânimo no núcleo, que, com certeza, merece seu respeito. É aguardar pra ver.





Sandman breathes

18 03 2011

A adaptação televisiva da obra-prima de Neil Gaiman, Sandman, estava em maus lençóis até pouquíssimo tempo atrás. mas pelo Twitter os fãs tiveram um sopro de esperança: Geoff Johns, diretor-criativo da DC Comics afirmou estar trabalhando a todo vapor para trazer o mundo de Sonho e de todos os Perpétuos para a televisão; além disso, o próprio Neil Gaiman estaria auxiliando Johns neste complexo processo. Bem, essa dupla já é suficiente para deixar qualquer um esperançoso, não?








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