Homem de Ferro 3 [2013]

13 05 2013

Depois do estrondoso sucesso dos Vingadores, muita gente estava ansiosa pro novo filme Marvel Studios a chegar nos cinemas – no caso, nada menos que a última parte desta primeira trilogia de filmes do Homem de Ferro. Homem de Ferro 3, de Shane Black (diretor após ter iniciado sua carreira ainda muito novo, roteirista, ajudando a criar a série Máquina Mortífera no fim dos anos 80), trazia novamente Robert Downey Jr. como o carismático Tony Stark, desta vez contra o aguardado Mandarim. No entanto, pra minha surpresa, não se trata apenas do Mandarim [Ben Kingsley], mas também do rival de Stark, Aldrich Killian [Guy Pearce, bem no papel]. Infelizmente pra mim o resultado do filme como um todo foi insosso: melhor que a parte 2, que não gosto, mas ainda inferior ao primeiro filme. Enquanto nas cenas de ação o ritmo sempre empolga, com ótimas sequências e animações, clímax e tensão, no desenrolar da trama me parece que há uns problemas, principalmente com idéias mais amplas o relacionando ao Universo Marvel. Não me leiam como um daqueles nerds chatos, que exigem tudo igual às HQ’s: acho que algumas mudanças de alguns pontos das amplas cronologias das histórias originais podem ser interessantes. Aqui, acho que há elos dramáticos mal resolvidos em Homem de Ferro, com mudanças bruscas e momentâneas meio atravancadas (o menininho que ajuda Tony, Pepper, Happy Hogan); ao mesmo tempo que esse tipo de recurso seja muito usado em uma HQ, a mim simplesmente não cativou no filme. Fiquei me indagando após vê-lo sobre os filmes Marvel Studios como um todo – este, tendo início com o mesmo Homem de Ferro -, e acho que há mais filmes medianos/ruins do que legais: pra mim, salvam-se Homem de Ferro 1, Capitão América e Os Vingadores. Mas isso é papo pra uma outra hora: Homem de Ferro 3 é um filme ok, com gostinho de “podia ser mais legal”, mas que também não prejudica tanto nossa expectativa, com Guardiões da Galáxia e Capitão América 2 a caminho (esse novo Thor pode ser bem massa, os trailers ficaram legais, mas é bom ter um pé atrás, por via das dúvidas).

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Homem de Ferro 3 – Regular





Iron Man 3 – Trailer 2

5 03 2013




Iron Man 3 – Official Trailer

23 10 2012

A coisa ficou BEM séria.





Seven (1995)

1 02 2012

Acho que o maior mérito de Seven, de 1995, dirigido por David Fincher e roteirizado por Andrew Kevin Walker não é necessariamente sua direção. Digo, há toda uma atmosfera sombria muito bem construída, com enfoques rápidos, concisos e planos sufocantes. Fincher consegue, sim, estabelecer um clima de suspense incrivelmente poderoso. Mas, para mim, a grande potência de Seven é seu roteiro. Como os personagens e situações são bem desenvolvidos! O detetive Somerset [Morgan Freeman, ótimo], que está em sua última semana antes de se aposentar; o detetive Mills [Brad Pitt], recém transferido e que quer se provar diante de seus novos companheiros de trabalho; Tracy [Gwyneth Paltrow], esposa de Mills e também nova na cidade, que se sente ameaçada e afugentada pelo novo meio onde está inserida; por fim, está o fascinante e intrigante assassino serial John Doe [Kevin Spacey, magistral], cujo requinte nos crimes deixa toda a população em polvorosa. Há de se lembrar, também, que John Doe, para os americanos, seria o equivalente a nos referirmos a alguém como “João Ninguém”. O roteiro é muito bom, os assassinatos e nuances da trama são extremamente originais e também envoltos em grandes referências. Além disso, bem, há o arco final, com reviravoltas bem trabalhadas. Devo confessar que o roteiro me deixa muito curioso: deve ter sido “um tesão” escrever algumas cenas, ter algumas destas sacadas! Assim, claro, Seven é, definitivamente, essencial.

Seven” – Excelente





Os Amantes

6 04 2011

Somos seres essencialmente perdidos, embrenhados em nossos complexos sentimentos. Talvez seja por isso que tantos procuram durante a vida um outro alguém para dividir as incertezas, alegrias, medos e traumas. Alguns poucos conseguem achar a chamada “alma gêmea”, outros se cansam de procurar, outros ficam estagnados por comodidade com seu(sua) companheiro(a). Neste longo e complexo processo de procura, erramos, somos injustos, somos machucados, nos levantamos, caímos para sempre. James Gray conseguiu traduzir com sensibilidade e intensidade esse amálgama de relações em Amantes, de 2008.

Leonard Kraditor [Joaquin Phoenix] é um homem que acabou o noivado e entrou em uma profunda depressão. Tentou se matar algumas vezes, mas não obteve sucesso. Morando com seus pais, acaba conhecendo Sandra Cohen [Vanessa Shaw], par arranjado graças à fusão da empresa de seu pai. Simultaneamente, conhece Michelle Rausch [Gwyneth Paltrow], sua vizinha do andar superior.

Gray apresenta situações emocionais que todos viveram, ou ainda viverão: a dicotomia entre a segurança e o incerto, o intenso e o constante, o passional e o racional. Phoenix vive um homem perturbado pelas marcas do passado, que se depara com caminhos opostos, com decisões que podem lhe custar tudo o que reconstruíra no pós-noivado. E mais do que isso: não há caminho certo ou errado, há apenas escolhas e consequências. E ainda se adiciona a tudo isso o acaso que, tal qual na vida real, nos faz mudar de planos, atitudes.

Como em Donos da Noite, Gray mostra uma ótica diferenciada para tratar de temas tão recorrentes; no caso de Amantes, temos a perda, o luto, a paixão, a desilusão e a esperança. Sem grandes invencionismos, James realiza belíssimas cenas, carregadas de simbolismos que ajudam a subverter a lógica do típico “romance de recuperação” – alguém perdeu o relacionamento, se apaixona e é feliz pra sempre. Lindo, poderoso, intenso: outro filmaço do James Gray.

“Amantes” – Excelente








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