Dexter – 6ª Temporada

16 04 2012

Pois é, meus caros, infelizmente chegamos naquele fatídico ponto de constatação: é melhor acabarmos com Dexter. Depois de 5 temporadas de altos e baixos – com destaque para a maravilhosa 1ª temporada e a sensacional 4ª -, a 6ª ficou muito aquém do aceitável. Todos os vícios e erros estruturais que maculam qualquer seriado televisivo vieram para ficar: viradas mal-explicadas na trama, personagens pouco carismáticos e soluções apressadas por parte dos roteiristas. Mesmo com um ótimo elenco às mãos para esta temporada – Mos Def, Edward James-Olmos, Colin Hanks, dentre outros, e algumas mudanças consideráveis no status quo dos personagens, a reta de chegada é insossa. Mal resolvida e, pior de tudo, vazia. Devo confessar que escrevo este texto com muito pesar, pois realmente gosto do personagem, tenho apreço pela série. Mas talvez seja a hora de largarem os bastões, aceitar o declínio de qualidade e terminarem tudo. No entanto, há de se lembrar que o seriado foi renovado por mais duas temporadas. Prefiro nem imaginar o que vem por aí, porque se o nível for mantido, nosso serial killer favorito vai deixar a cena de modo deprimente…

Dexter (6ª Temporada) – Ruim

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6ª Temporada: o que podemos esperar de Dexter?

5 06 2011

Essa é a pergunta que não quer calar. Esta nova temporada começou a ser gravada no último dia 25 de maio, e o título do primeiro episódio é “Those Kinds of Things“. Bem, há novas contratações, e a que mais me deixou interessado é Mos Def. O filho de Tom Hanks também estará no show – durante toda a temporada, pelo que saiu na imprensa gringa -, e ainda não se sabe muito bem o que vai acontecer. Por declarações dos produtores, a promessa é que o clima “rememore as primeiras temporadas do show, e que não há um grande algoz/inimigo a ser derrotado”.

Tudo bem, há contratações, declarações, bla bla bla. É fácil afirmar que os roteiristas estão “resgatando” o ótimo clima do início da série, mas isso não é fácil. E mesmo assim, não é garantia que a temporada seja boa por causa disso. A 1ª temporada ainda é minha favorita – como vocês puderam perceber no especial desta semana -, mas acredito que hoje o seriado tem muitas questões para serem resolvidas. A principal é Debra: nesta temporada é inevitável que algo bombástico aconteça com a irmã de Dexter – seja a morte ou a descoberta do terrível segredo de seu irmão serial killer. Talvez pela separação de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter durante a 5ª temporada (dizem que Julia Stiles foi o motivo) haja alguma novidade bombástica em relação à Debra.

Além disso, parece que, com o passar dos anos, o seriado perdeu culhão, perdeu coragem; temos uma primeira e segunda temporadas repletas de tensão, roteiros e diálogos afiados e cenas de sexo. A cada nova temporada falta ainda mais ousadia para a série! As melhores temporadas (1ª e 4ª) são as mais ousadas, onde os roteiristas não tiveram medo de matar personagens importantes, trazer reviravoltas interessantes… enfim, usar a criatividade aliada à inteligência! Não odiei a última temporada, mas temo que a série esteja perdendo seu fôlego. E, pelo menos pra mim, Dexter vai ter que lembrar de seu potencial nesta 6ª temporada, senão a série aceita seu declínio e vai definhar lentamente.





Dexter – 5ª Temporada

3 06 2011

Até uma máquina de matar tem sentimentos. Depois de perder sua companheira, Dexter perde também seu “norte”; com três crianças sob seus cuidados, Dexter Morgan tem todo o direito de ter seu breakdown. E nada melhor que voltar à velha rotina… Porém, logo na sua primeira vítima – Boyd Fowler [Shawn Hatosy], um amável estuprador/assassino de mulheres -, Dexter se depara com uma quadrilha de sádicos. E com uma sobrevivente de uma série de estupros e assassinatos: Lumen [Julia Stiles]. Assim, mesmo que contrariado, Dexter a auxilia em sua roaring rampage of revenge contra o grupo liderado por Jordan Chase [Jonny Lee Miller], um híbrido entre líder religioso com escritor de auto-ajuda. Nesta encruzilhada, tanto Dexter como Lumen trilharão um caminho de recuperação.

Infelizmente, dizem que em “Dexter”, depois de uma boa temporada, vem uma ruim. Não que eu necessariamente concorde com esta tese, mas o nível da quinta temporada realmente piora. A comparação com a temporada anterior é desleal; mas, no geral, esta quinta temp. de Dexter é uma das mais fracas da série. Percebe-se certo desleixo dos roteiristas, que se utilizam de saídas mais fáceis em problemas que a própria série criou: as suspeitas de Quinn [Desmond Harrington], Debra NUNCA desconfiar de seu irmão, os filhos de Rita – Astor [Christina Robinson] e Cody [Preston bailey] – e o próprio Harrison. Nesta quinta temporada, tudo que poderia se tornar um grande problema para nosso serial killer é resolvido de maneira “mágica”! Sempre surge alguém ou alguma situação que o livra de maiores problemas… ou alguma coincidência.

É claro que ainda há traços característicos da série, como situações que colocam Dexter em seu limite, duelo psicológico com o principal “vilão” da temporada e bons momentos de tensão. Mas, como estamos acompanhando a trajetória destes personagens há cinco anos, somos acostumados a muitas coisas no seriado. O que realmente vejo nesta quinta temporada é falta de culhão dos roteiristas em resolver estas questões! Assim, de nada adianta apresentar mais uma trama emocionante, se há questões sem resposta há pelo menos 3, 4 anos…

No geral, a temporada tem seus bons momentos e, para os marinheiros de primeira viagem, é satisfatória. Mas para quem acompanha o seriado desde o início, este quinto ano é extremamente sem sal. E principalmente se pensarmos no fim da temporada, com toda aquela moralzinha… bem, o jeito é torcer para que aquela tese citada acima cale minha boca, e que a sexta temporada seja boa novamente.

PS: Nem a presença do ótimo Peter Weller melhora as coisas…

Dexter (5ª Temporada) – Regular





Dexter – 4ª Temporada

2 06 2011

Dizem que quando nosso primeiro filho nasce, todas nossas preocupações em relação ao mundo mudam. Nosso bem-estar fica em segundo plano, nossas necessidades perdem lugar em detrimento da nova vida, que está sob nossa responsabilidade. Nem todos lidam bem com essa mudança de status quoDexter Morgan é uma dessas pessoas. Agora papai do pequeno Harrison, Dexter não tem mais toda aquela privacidade e intimidade consigo mesmo. Novo morador dos “aconchegantes” subúrbios à la american way of life, Dexter está obviamente em um período de difícil adaptação.

Pra piorar, nosso adorado Dark Defender se depara com um dos maiores serial killers da história dos EUA: o Trinity Killer [John Lithgow, genial]. Ao conhecer o temido assassino, Dexter descobre que Arthur Mitchell é, na verdade, um devotado pai de família, membro ativo na comunidade e líder religioso exemplar. Assim, sob a alcunha de Kyle Butler, Dexter se aproxima de Mitchell para tentar aprender como balancear sua vida como líder de família e ainda assim saciar sua sede de sangue. Pronto, o circo está montado: a quarta temporada é uma das melhores realizações do gênero nos anos 2000.

O maior mérito da quarta temporada de Dexter é não ter medo em surpreender seus espectadores – do lado oposto da terceira temporada burocrática. Logo no início da temporada já temos aquele baque com o retorno e o trágico fim do genial Frank Lundy, e percebe-se que o seriado não está pra brincadeira. É claro que a cereja do bolo vem no fim da temporada, com aquela imagem emblemática que nenhum fã imaginou… o toque de crueldade dos roteiristas com Dexter chegara a seu ápice.

Outro ponto que merece ser destacado é o personagem de Lithgow. Arthur Mitchell é uma figura sombria, aterrorizante e assombrada, fascinante. Durante a temporada Dexter subverte nossas expectativas; ao invés de apenas matar o Trinity Killer, Morgan tenta aprender um pouco com este ser fascinante. Assim, acaba se envolvendo em uma perigosa relação de mestre-aprendiz-algoz que mantém a tensão desde o início da temporada. O “jogo de xadrez” que os dois travam ao fim, onde cada erro pode ser fatal e catastrófico, é dos melhores clímax de seriados da década, com certeza.

Em termos de qualidade, a quarta temporada de Dexter não deve nada a primeira. De certa forma, vejo a relação destas temporadas como a dualidade Três Homens em Conflito-Era Uma Vez no Oeste: ambas são geniais e normalmente são, uma ou outra, a favorita dos fãs. Eu ainda prefiro a primeira temporada, pelo choque inicial e pela construção das relações de Dexter com aqueles que o cercam; ao mesmo tempo, é inegável que esta saga de Dex contra o Trinity Killer seja uma aula de narrativa e condução de tensão para seriados. De qualquer modo, Dexter volta ao seu lugar honroso: o topo.

Dexter (4ª Temporada) – Excelente





Dexter – 3ª Temporada

1 06 2011

Depois de aparar arestas e entrar de cabeça no relacionamento com a amável (e facilmente enganável) Rita, Dexter padece no paraíso. Porém, é o momento de confrontar a lembrança de seu pai adotivo, o seu mentor, o responsável pelo código que doutrina sua ânsia por sangue: Harry Morgan. Assim, Dexter para de seguir o Code of Harry de modo cego, o que acaba colocando o respeitado Miguel [Jimmy Smits] em seu caminho. Ao assassinar acidentalmente o irmão do promotor cubano, Dexter acaba forjando uma imagem e, posteriormente, Miguel descobre o terrível segredo de Dex. Simultaneamente, suas famílias se tornam cada vez mais próximas, e esta relação vai se estreitando –e Dexter acaba formando uma improvável e perigosa parceria com Miguel.

O promotor vê em Dexter uma espécie de “vigilante”, que pode ensiná-lo a ser forte o suficiente para burlar as leis e assassinar aqueles criminosos que escapam das mãos da Justiça; porém, para Miguel, a Justiça é norteada por seus próprios achismos, vontades e iras reprimidas. Assim, com o passar dos episódios, vemos Dexter cada vez mais acuado pelo cubano – que, por saber sobre o segredo do serial killer, não hesita em chantageá-lo -, o que poderia ser uma amizade vindoura se torna um duelo de xadrez, onde cada um está em solo arenoso e precisa fazer movimentos friamente calculados.

Não vou negar: acho esta terceira temporada um porre. O casting de roteiristas se aproveita de uma boa premissa inicial – o confronto do Code of Harry. A idéia é interessante, até porque todos nós passamos por esta fase, onde confrontamos a imagem que temos de nossos pais, a figura do “pai-herói” perde seu posto de santidade e se torna mais humana; nossos pais se tornam nossos semelhantes, homens como nós. O que ferra esta temporada é justamente a presença de Miguel. O promotor cubano é um personagem fraco, sem carisma e simplesmente chato. Além disso, sua presença se arrasta ao longo da temporada, e só queremos que Dexter perca sua paciência e o mate logo!

Talvez a única coisa que se salve nesta terceira temporada seja sua parte final, onde Dexter finalmente percebe um pouco de humanidade em si, e pede Rita em casamento. Assim, o vemos se preocupando com Miguel e com o matrimônio ao mesmo tempo, o que dá uma acelerada no ritmo dos episódios finais, menos burocráticos que o restante da temporada. Há ainda o surgimento de outro assassino procurado pelo Miami Metro, o Skinner, que também se insere nesta complicada equação, e dá sua dose de adrenalina no season finale, “Do you Take Dexter Morgan?” (o melhor episódio da temporada, com certeza).

O que sobre, no fim das contas, é o desleixo dos roteiristas, aliado a escolhas erradas – como dar tanta importância a um personagem tão chato e sem carisma como Miguel. O fim da temporada é emocionante e arma boas bases para a temporada seguinte (Dexter e Rita casados, um bebê a caminho). E também é agradável ver Dexter acabando com todos aqueles personagens babacas no fim das contas…

Dexter (3ª temporada) – Regular





Dexter – 2ª Temporada

31 05 2011

A primeira temporada de Dexter arrebatou o público. Com o sucesso, a segunda temporada era extremamente aguardada e, antes de seu lançamento, todos os fãs estavam ansiosos para conhecer o serial killer da vez: o Bay Harbor Butcher (Açougueiro de Bay Harbor). Além disso, havia grande expectativa para se descobrir como evoluiria a tensa relação entre Dexter e o Sg. Doakes, que deixara claro que ficaria de olho no nosso assassino favorito. Infelizmente, devo deixar avisado de antemão que, por melhor que esta temporada seja, ela não chega aos pés da anterior.

Dexter abdicou, no final da temporada anterior, dos seus laços de sangue ao matar o Ice Truck Killer (Rudy, para os íntimos). No momento decisivo, Morgan escolhe os vínculos familiares e afetivos que aprendeu a, de certa forma, cultivar com o passar dos anos. Para uma máquina de matar perfeita, desprovida da maioria de sentimentos como compaixão, alegria e amor, esta escolha significa um suspiro, uma inesperada confiança que, em algum dia, Dexter poderá mostrar a alguém quem ele realmente é. Nesse panorama, ele começa a freqüentar um AA por causa de sua namorada, Rita. Para que eles possam continuar juntos, Dexter deve “controlar seu vício” – por mais que não exista um Assassinos Anônimos para ajudar nosso anti-herói. Ali, ele conhece a sedutora (e problemática) Lila [Jaime Murray], com quem desenvolve um tórrido e perigoso caso amoroso.

Enquanto isso, todas as vítimas de Dexter emergem das profundezas da bacia de Miami, e ele se vê como alvo de uma das maiores investigações criminais da história. E eis que surge um dos melhores personagens da série: o especialista em serial killers do FBI, Agente Especial Frank Lundy [Keith Carradine, num dos melhores papéis de sua carreira]. São simplesmente hilários os momentos de introspecção de Dexter enquanto investiga seus próprios assassinatos! Com o desenrolar da temporada, o cerco se aperta cada vez mais e, como é praxe no seriado, Dexter fica progressivamente cercado por diversos acontecimentos – nesta temporada, a investigação do FBI (e Doakes) e o amor doentio de Lila.

Esta segunda temporada tem um tom diferente da anterior. Enquanto na primeira há toda a formação dos personagens e relações, Dexter tenta descobrir de onde veio, entender porque é deste jeito. Na segunda, no entanto, parece que estamos vendo um ótimo suspense: a cada novo episódio as coisas ficam mais tensas, e há mais ação e momentos climáticos durante os doze episódios. Mas, no geral, a qualidade dos episódios cai, porque há alguns problemas, por exemplo, na relação Dexter-Lila, que se arrasta burocraticamente até a parte final da temporada. Por outro lado, há a ótima presença de Carradine, que cai como uma luva na equipe de investigação do Miami Metro Police Department. Além disso, seu tórrido romance com Debra é outro dos pontos positivos desta segunda temporada.

Se for destacar alguns episódios desta temporada, a maioria esmagadora é da parte final. Com exceção do começo da temporada, em “It’s Alive!”, os melhores episódios são “The Dark Defender”, “That Night, a Forest Grew”, “There’s Something About Harry”, “Left Turn Ahead” e o eletrizante “The British Invasion”. Mesmo sem a genialidade da 1ª temporada, esta é bastante satisfatória, se encarada como um extenso jogo de gato-e-rato, e tem seus bons momentos de tensão.

Dexter (2ª Temporada) – Muito Bom





Dexter – 1ª Temporada

30 05 2011

Miami é um lugar quente. Com toda a presença e influência latina, há um bafo que emerge das ruas e contamina tudo e todos. Entretanto, no meio da multidão há um ser frio, que destoa de todo este calor inerente a Miami; seu nome é Dexter Morgan [Michael C. Hall, genial], especialista em análise de sangue e o serial killer mais eficiente e impiedoso que você pode imaginar. Parte da equipe de Homicídios do Miami Metro Police Department, Dexter é filho do renomado (e falecido) Harry Morgan [James Remar], lenda do departamento policial da cidade. Sua irmão, Debra Morgan [Jennifer Carpenter], é uma policial de rua ambiciosa com faro de sangue e uma vontade incontrolável de se tornar detetive. Na equipe “titular” da Homicídios, temos ainda a tenente Maria Laguerta [Lauren Vélez], o Sargento Angel Batista [David Zayas, O Cara!], o legista Vincent Masuka [C.S.Lee, hilário] e o desconfiado Sargento James Doakes [Erik King]. Há ainda, no campo pessoal, a encantadora Rita Bennett [Oh my oh my, Julie Benz], recém-separada e interesse amoroso de Dexter.

Apresentado o cast principal, vamos ao panorama desta primeira temporada: graças a seu trabalho como policial, Dexter sabe quais criminosos acabam sendo “esquecidos” pela Justiça, e possui todo o conhecimento necessário para saciar sua sede de sangue. Neste primeiro momento não há necessariamente uma carga de “mato-porque-este-é-o-correto”, pois Morgan assassina meticulosamente suas vítimas porque sente uma necessidade, uma ânsia maior que quaisquer outras relações humanas possíveis. Então surge um novo serial killer na cidade, o Ice Truck Killer. Suas vítimas são prostitutas, mortas como vacas no abate – ele as faz sangrar até a morte, e depois retalha seus dedos e os deixa para a polícia. Como ainda será percebido ao longo da série, Dexter se sente ainda mais vivo na caça deste assassino, porque não há apenas a vontade de matar alguém que merece: há a vontade de mostrar que ele é o melhor.

Esta primeira temporada é focalizada na consolidação dos principais personagens do seriado. Conhecemos um pouco da formação do caráter doentio e sistemático de Dexter – “nascido em sangue”, no massacre de sua mãe, resgatado por Harry, seu futuro pai adotivo. As cartas são postas na mesa, por assim dizer: conhecemos os métodos obsessivos de Dex – os plásticos, o avental, o conjunto de facas, a mesa, as vítimas nuas -, a desconfiança do badass James Doakes, a ambição de sua irmã Debra (além de sua boca suja e promiscuidade) e o existencialismo de Dexter. É genial notar como o protagonista é um grande fingidor, que, graças ao Código de Harry – ensinamentos de seu pai adotivo para que não fosse descoberto -, sabe fingir e se misturar à multidão como poucos. Uma máquina perfeita de matar, Dexter acaba descobrindo sensações e sentimentos nunca dantes sentidos, como raiva, tesão, alegria e por aí vai.

Conforme os episódios passam, a trama traz cada vez mais surpresas, e prende os espectadores cada vez mais. Há episódios e cenas memoráveis – principalmente aquelas antecedidas pela música-tema do seriado e outras melodias criadas especialmente para as séries. E há um tom intimista que permeia esta primeira temporada, que não cria grandes cenas de ação com explosões, tiros e afins; tudo é feito na surdina, há um grande jogo de gato-e-rato entre vários personagens – Dexter e Ice Truck Killer, Debra e Ice Truck Killer, Dexter e Doakes, dentre outros -, o que deixa tudo ainda mais tenso.

A reta final da temporada é das coisas mais intensas e angustiantes (para aqueles que tiveram que ver o episódios semanalmente) da última década; Born Free, o último episódio, é catártico para boa parcela dos personagens principais da série – principalmente Debra e Dexter, que descobre sua surpreendente ligação com o Ice Truck Killer. Boa parcela dos méritos de uma 1ª temporada sufocante e emocionante podem ser creditadas ao diretor Michael Cuesta – diretor de ótimos episódios, como o primeiro (Dexter) e o último (Born Free) -, mas principalmente em James Manos Jr. E Jeff Lindsay. Lindsay é o criador dos livros que inspiraram a série, e Manos o responsável por trabalhar na adaptação deste material para o formato televisivo.

Hoje, depois de ver todas as temporadas de Dexter, ainda acho que esta primeira é a minha favorita. O clima de tensão e os personagens ainda “novos” proporcionam uma liberdade criativa muito bem aproveitada, criando momentos inesquecíveis. Destaco aqui alguns episódios, como “Dexter”, “Let’s Give The Boy a Hand”, “Circle of Friends”, “Shrink Wrap”, “Father Knows Best”, “Seeing Red”, “Truth Be Told” e, por fim, “Born Free”. Como vocês podem perceber pela quantidade de indicações, a 1ª temporada é realmente sensacional.

Dexter (1ª Temporada) – Excelente








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