John Carpenter

16 01 2012

Feliz 64 anos!





They Live (1988)

14 09 2011

Depois de ver uma porrada feito They Live, de 1988, é até difícil começar a escrever! Há inúmeras histórias e tramas conspiratórias, envolvendo dominação mundial, mas quando um mestre do quilate de John Carpenter decide realizar a sua própria, é garantia de algo interessante a caminho. Com um elenco quase made-for-TV, Carpenter toma como base o conto Eight O’Clock in the Morning, de Ray Nelson, para narrar a história de um andarilho [Roddy Piper, creditado como “Nada”] que, ao se deparar com um par de óculos escuros, descobre que a Terra está tomada por alienígenas que comandam o planeta e estão infiltrados entre nós. É interessante perceber a subversão do filme, que não se enquadra no esteriótipo de longas de “revolução”, e trabalha bastante com os aspectos sociais que envolvem esta dominação. Nossas propagandas, telejornais, produtos e anúncios, para ser bem breve, contém mensagens subliminares, como “Case e se reproduza”, “Não questione a autoridade” e “Obedeça”.

Outro ponto que merece seu destaque é a truculência do filme. Pode ter sido por escolha de Carpenter ou por influência do cinema da época, mas há uma canastrice que torna TL um filme único. Há diversos aspectos que poderiam enquadrar este filme como “B”, mas sua crueza é maravilhosa. O trabalho desenvolvido na caracterização da dominação alien e na nossa sociedade corrompida por inveja, ganância e desigualdade desde suas raízes é algo de surreal. Além disso, o final dá aquele toque extra, a “cereja do bolo”. Filme obrigatório!

They Live” – Excelente





Muito bom pra ser verdade?

5 09 2011

Esperamos que não: John Carpenter está querendo fazer um WESTERN GÓTICO. Juro, cruzem os dedos em números ímpares, esta porra tem que sair do plano das ideias!

I got into this business to make Westerns, and I got typecast as a horror director after Halloween. My dream was to become, to have a career in directing movies so I went wherever they wanted me to go… I’m right now working on a little gothic Western, we’ll see if we can get it set up. It’s hard to sell Westerns these days, meaning it’s hard to raise money because they’re not real commercial.

[A horror Western] doesn’t really work… they tried it in the old days, they tried Jesse James Meets Frankenstein and Billy the Kid Meets Dracula… a Western should be a Western.





They Live

12 04 2011

Sei lá hein...

Bem, não será  propriamente um remake, mas algo novo embebido na obra original, 8 O’Clock in the Morning, com Matt Reeves na direção;

Reeves: “Poderia haver uma história de amor desesperada no centro disso. Carpenter optou por um viés satírico do material e a implicação política de ser controlado. Eu sou mais atraído pelo lado emocional, pela experiência de paranoia como em Vampiros de Almas ou um filme de Roman Polanski”





Who the fuck is Stephen King?

2 03 2011

Carpenter sabe muito bem como fazer um ótimo filme de terror. Um dos meus favoritos dele é, com certeza, À Beira da Loucura, de 1994. Parte componente do que ele chama de “a trilogia do Apocalipse”, o filme homenageia autores renomados de obras de fantasia/terror, como seu amigo Stephen King, e o inesquecível H.P. Lovecraft, com uma história que envolve um Mal Inominável, insanidade e ceticismo. Sam Neill está muito bem no papel do protagonista John Trent, que deve investigar o sumiço do autor de best-sellers de terror Sutter Cane [Jurgen Prochnow], e acaba descobrindo que seus livros são reais. O processo de enlouquecimento de Trent e, depois, do resto da humanidade, é muito bem construído por meio de sequências perturbadoras, muita maquiagem, criaturas horripilantes mecanizadas e jogos de câmera. A sequência do looping temporal na fuga de Hobb’s End é daquelas que ficam na memória, tal qual o fim do filme. Pra quem quer saber como se faz um bom filme de terror, o grande John dá novamente uma boa lição.

“À Beira da Loucura” – Muito Bom





The Ward – trailer completo

7 01 2011

Correria pra lá e pra cá, gritos, sustos e um pouco de terror psicológico: esse novo filme do Carpenter promete ser bem divertido.





“Well, Fuck You Too…!”

4 01 2011

Depois de grandes sucessos, é normal que o público tenha grandes expectativas com a próxima obra do artista. Neste caso específico, o artista em questão é o grande John Carpenter, e a obra esperada é O Enigma de Outro Mundo, de 1982. Recém-saído de Fuga de Nova York e Halloween – de 1981 e 1978, respectivamente -, Carpenter decidiu refilmar o clássico O Monstro do Ártico, de 1951, do imortal Howard Hawks. Com uma grande responsabilidade sob suas mãos, John conseguiu realizar uma obra-prima do terror, e mais um clássico para sua ótima filmografia – mesmo que o reconhecimento não tenha vindo à época, diga-se de passagem.

A trama mostra uma equipe de pesquisa norte-americana na Antártica que entra em confronto com um alienígena transmorfo, que progressivamente dizima os membros da excursão, instaurando pânico, medo e a desconfiança entre os sobreviventes. O personagem com maior destaque é o piloto de helicóptero R. J. MacReady [Kurt Russell, companheiro de Carpenter em seu filme anterior, Fuga de Nova York]. Com uma história relativamente simples, Carpenter consegue trabalhar com maestria a insegurança no próximo e o medo que o alien traz aos pesquisadores, que se vêem presos e isolados da civilização, lutando por sua sobrevivência.

Aliando uma narrativa extremamente tensa e efeitos especiais inovadores à época, John realiza um filme inesquecível. Antes da primeira aparição do alien em sua forma original, Carpenter brinca com a audiência, instigando o suspense por meio de tomadas silenciosas e obscuras, reforçando a solidão à qual aqueles homens estavam presos, ao mesmo tempo em que mostra que o alienígena não deve sair daquela estação, custe o que custar. A cena onde o mostro se revela é daquelas clássicas, que todos os fãs do gênero mantém em mente.

Há de se ressaltar também o trabalho dos atores em conjunto com o roteiro, que nos envolve de tal modo que até hoje não se sabe com certeza quem o alien representa ao término da obra – Carpenter e Russell admitem que não sabem a exata sequência de formas que o monstro toma forma ao longo do filme. A desolação e tensão é palpável, e se pode perceber que todos estão no limiar entre a sanidade e a loucura; podemos destacar os personagens de MacReady [Russell], Childs [Keith David], Dr. Blair [Wilford Brimley] e Garry [Donald Moffat] como ícones deste constante embate pela sobrevivência e pela sanidade na estação.

O Enigma de Outro Mundo não obteve reconhecimento de crítica e público em 1982, e foi considerado por muitos extremamente violento, e com pouco conteúdo. Hoje, com quase trinta anos desde seu lançamento, o filme perdura como um dos clássicos de Carpenter, e do cinema de horror como um todo. No fim das contas, o próprio realizador reconhece o mérito da obra: The Thing é a obra favorita de John… com todos os méritos, claro.

“O Enigma de Outro Mundo” – Excelente








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