Akira (1988)

22 08 2011

Determinados devaneios e sonhos sombrios nasceram fadados a permanecerem no mundo dos sonhos. Outros conseguem espaço para serem fielmente traduzidos apenas em meios cuja liberdade de expressão é infindável. Me desculpem se isso soe tradicionalista ou cético demais, mas a verdade é a seguinte: Akira, de 1988, nunca vai ser um bom live-action. O sonho violento, cru, grandioso e visceral de Katsuhiro Otomo nunca terá às mãos, no cinema live-action, ferramentas suficientes pra transmitir sua mensagem. Não importa quanto os efeitos especiais evoluam, a brutalidade e intensidade não pode ser repassada com atores de verdade na telinha. Até porque a animação é das coisas mais geniais já feitas neste formato e envelheceu bem demais; lançada há 23 anos, a riqueza visual ainda impressiona. Obra-prima criada para o desenho, e apenas para ele.

“Akira” – Excelente








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