Revolver (2005)

13 06 2011

Não sei se vocês já leram meu texto sobre o ultra-mediano Rock’n Rolla (caso não tenham lido, cliquem aqui), mas eu achava que Guy Ritchie tinha apenas se mantido na velha fórmula “criminosos-que-querem-a-mesma-coisa-e-acabam-causando-situações-absurdas-ao-som-de-algum-rock-legal”; me enganei redondamente, porque tive a infelicidade de ver Revolver, de 2005. Com o passar dos anos, Ritchie se mostrou uma grande “eterna promessa”, após dois filmes interessantes – Snatch e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes -, mas que caiu numa repetição chata e burocrática. Em Revolver, nosso querido britânico resolve fazer um balaio de gato que envolve trapaças, assassinatos, crises de consciência e identidade, um pouquinho de xadrez e cenas em cell-shading (primitivo, praticamente). O resultado é um filme extremamente vergonhoso, com desempenhos pífios de atores conhecidamente limitados (Ray Liotta, Jason Statham [suas cenas de crise de identidade beiram o ridículo], Andre Benjamin e outros. Há aquela coisa do roteiro em looping, com respostas soltas durante o desenrolar das ações, mas é óbvio que não funciona. Ritchie ainda tenta inovar, e substitui seu bom e velho rock’n roll por músicas clássicas como trilha de fundo em cenas importantes; nem nisso ele se dá bem. Depois de ver essa porcaria dá pra entender o porquê que ele voltou ao feijão-com-arroz em Rock’n Rolla… e também percebemos porque Revolver nem foi lançado nos cinemas aqui no Brasil.

Revolver” – Muito Ruim








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