Killer Elite (2011)

23 06 2011

Só eu não sabia da existência desta belezinha promissora, com Statham ensandecido, Clive Owen de bigodetas e Robert De Niro à la Kris Kirstofferson na franquia Blade?

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Era Uma Vez na América

4 04 2011

Pessoal, escrevi um artigo detalhado sobre a ótima novidade sobre o clássico mafioso de Leone – os 40min adicionais adquiridos por suas filhas, lembram? O texto está na sessão Panorâmica do site dos queridos amigos da Revista Projeções,  que está passando por uma atualização completa, e deve continuar em um ritmo frequente de novos textos. Leiam e comentem!

 





Red Lights

3 04 2011





Heat (AKA Fogo Contra Fogo)

20 03 2011

Michael Mann está na luta desde o fim dos anos 60 como diretor. Entretanto, foi apenas em 1992 que o grande público o consagrou, com o espetacular O Último dos Moicanos. Após um hiato de três anos, o diretor volta à ativa com um gênero com o qual ele já era familiarizado: policial/roubo – só pra constar, em 1981 Mann filmou Thief, com James Caan. Em Fogo Contra Fogo, de 1995, Michael Mann não realiza apenas um filmaço de assaltos, como também conta uma história singular de personagens que lutam contra seus instintos numa sufocante caçada.

A trama mostra o jogo de gato e rato desempenhado pelo tenente Vincent Hanna [Al Pacino] e sua equipe, que busca prender o bando de Neil McCauley [Robert De Niro] após um assalto a um carro forte se transformar em uma chacina. A premissa parece simples, mas Mann – que também é o roteirista e produtor da obra – a enriquece trazendo aspectos mais humanos a estes personagens. Por exemplo, com exceção a De Niro, todos os assaltantes do bando têm esposas, filhos. Assim, os personagens ganham vida e importância no rumo dos acontecimentos, influenciando decisões e atitudes.

Acima de todas as tramas paralelas (motivadas pelas relações pessoais dos personagens) está o duelo entre Pacino e De Niro. E é aqui que vemos um caça que ultrapassa quaisquer limites, porque ambos são instintivos, e são os melhores no que fazem. Vemos, durante todo o filme, uma constante luta interna desses personagens para abdicar de seus “dons” – um sabe como ninguém roubar bancos, enquanto o outro é o especialista neste tipo de ladrão – em nome de uma convivência em sociedade. Porém, cada um decreta seu próprio destino com uma frase certeira durante o filme: “Eu sou o que caço” (Pacino) e “Nunca se apegue a nada que te atrase mais que 30s em uma fuga” (De Niro). Seguindo essa linha, o final apoteótico e preciso coroa o filme.

No resto, o filme mantém a linha: ótimas atuações, cenas marcantes – como na tocaia de Pacino, quando a câmera o faz ficar frente a frente com sua “presa”, De Niro -, sequências de ação bem filmadas, ótimo trabalho de som (o som das armas e explosões é ensurdecedor) e planos ousados. Michael Mann, municiado por um elenco pra lá de competente – pra vocês terem noção, Jon Voight e Natalie Portman (ainda novinha) são coadjuvantes – e uma direção segura, consegue realizar um filme de assalto com muito mais conteúdo que qualquer outro. Fogo Contra Fogo já está marcado como um dos melhores do gênero, e dos mais importantes da década de 90.

“Fogo Contra Fogo” – Excelente





Once Upon a Time in America

11 03 2011

Vai ganhar 40 minutos de material inédito? Cacete, isso sim são boas notícias.





O Homem que matou Jimmy Hoffa

8 03 2011

Robert De Niro falou um pouquinho mais sobre o promissor projeto The Irishman, ao lado de Scorcese, Pesci e Pacino. Bem, é torcer pra que as coisas andem, não?





Raging Bull

25 02 2011

Em 1980 a Nova Hollywood já estava em maus lençóis. Diretores e produtores acabados pelos exageros em geral – drogas, superproduções desnecessárias, etc. Depois de alguns anos de insistência por parte de Robert De Niro, Scorcese finalmente encara com seriedade o livro que seria fonte para um de seus maiores filmes: Touro Indomável, de 1980. Intenso, violento, brutal e inesquecível, o filme mostra a marcante trajetória do boxeador Jake La Motta, nome marcante da história do esporte.

La Motta nunca foi flor que se cheira. Com temperamento explosivo e extremamente paranóico, Jake não confiava em ninguém em muitos aspectos. Scorcese demorou mais de quatro anos para levar a sério a ideia de transformar a história de um “animal” em um filme. O roteiro inclusive sofreu para ser aprovado, dado o caráter detestável de La Motta na versão de Paul Schrader – Scorcese e De Niro tiveram que arrumar o texto, e tornar Jake menos odiável.

Martin se dedicou de corpo e alma a Touro Indomável porque via semelhanças em si mesmo com o boxeador. Vemos todo o processo de ascensão de La Motta – até se consagrar campeão mundial dos meio-médios -, e sua consequente decadência – quando fica preso. Diferente do que muitos enxergam, não vejo um sentimento de honra em La Motta. Robert De Niro representa um personagem forte e orgulhoso demais, que chega ao cúmulo de apanhar de Sugar Ray, perder o título mundial e ainda declarar: “eu nunca caí, Ray. Você nunca me derrubou”.

Em aspectos gerais, o filme é memorável. Há cenas inesquecíveis, como as lutas de boxe, a sequência inicial ou o final do filme. Referências bem colocadas, atuações quase que viscerais de Robert, Joe Pesci e Cathy Moriarty, e uma estética preto-e-branco deslumbrante. Scorcese, como bom diretor de atores que sempre foi, exigiu e obteve o máximo de seu elenco, proporcionando sequências impressionantes, como pesci e De Niro se socando sem razão alguma.

O que fica latente em Touro Indomável é, com certeza, a força de La Motta. Intransigente, perspicaz, orgulhoso e brutal, o boxeador nunca respeitou os limites e, mais do que isso, nunca gostou de depender de alguém. Além disso, há de se destacar que o filme veio no momento certo para Scorcese, que passava por um período muito difícil da vida, e sabia como nenhum outro apresentar personagens problemáticos – o mesmo vale para De Niro, cuja habilidade em representar personagens com valores morais deturpados sempre foi marcante.  Touro Indomável é, de fato, o grito de um animal que exige respeito, e faz questão de mostrar quão obstinado e forte pode ser.

“Touro Indomável” – Excelente








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