Pra não perder o hábito: filmes vistos e/ou revistos nos últimos dias

10 09 2012

Olá, pessoal, faz um tempinho que não escrevo sobre cinema por aqui, né? Então, pra não perder a oportunidade, já que vi e revi umas coisinhas neste feriado, aí seguem umas poucas palavras sobre algumas das obras que entrei em contato novamente nos últimos dias!

SUPERMAN II (Richard Lester, 1980)

Rever a segunda aventura do Homem de Aço depois de tantos anos e, principalmente, após este boom que temos visto do gênero na atualidade foi bem interessante. O filme, dirigido por Richard Lester e roteirizado a partir de uma ideia de Mario Puzo (ele mesmo, do Poderoso Chefão, que também havia trabalhado na primeira aventura do Superman), tem um ritmo muito mais elipsado e menos agitado do que os atuais filmes de super-heróis. Os momentos cômicos do longa dão o tom do filme, que é conduzido de maneira quase que pueril – sem deixar de levantar algumas questões pertinentes ao personagem, como seu amor por Lois Lane e sua crença na humanidade. As cenas de ação, vale dizer, eram ótimas à época e, por conta da evolução dos efeitos especiais, parecem bem precárias hoje. No entanto, há ótimos momentos no embate entre o Super e o trio de condenados à Zona Fantasma, comandado por um canastrão Terrence Stamp no papel de General Zod. Sem dúvidas, Superman II é um ótimo divertimento descompromissado, e com um Christopher Reeve inspirado no papel de Superman/ Clark Kent.

Super 8 (J.J. Abrams, 2011)

Resumidamente, não foi à toa que Spielberg foi produtor e colocou tanta fé neste projeto. O filme é uma ótima homenagem e, de certa forma, atualização deste gênero de aventura fantasiosa que o próprio Steven ajudou a consolidar nos anos 80. A caracterização é ótima e o elenco infantil rouba a cena em Super 8. Sem dúvidas, o roteiro, escrito pelo próprio J.J. Abrams, tem bastante profundidade quanto às relações entre os personagens, sem deixar de lado a ação, o mistério e tensão inerentes a uma boa história de terror/aliens. Os efeitos especiais estão ótimos, e toda a relação do longa com a era das filmagens caseiras em super 8 é linda de se ver. Pra quem ainda não conferiu, a dica é ver em uma TV com boa imagem e som, porque é cinemão de primeira linha!

A Lula e a Baleia (Noah Baumbach, 2005)

Noah Baumbach surgiu aos olhos do mundo a partir de sua parceria com Wes Anderson em “A Vida Marinha com Steve Zissou”. Ao lado de Anderson, Noah é, definitivamente, um dos roteiristas/ diretores mais proeminentes deste cinema indie  hollywoodiano, que soa mais intimista do que realmente o é. Não que suas obras não sejam boas, muito pelo contrário: Baumbach tem uma sensibilidade única para retratar relações e personagens marcados por dramas e tragédias pessoais. Em “A Lula e a Baleia”, o diretor, que também escreveu o longa, conta com um elenco afiadíssimo – Jeff Daniels e Laura Linney são os ápices, mas ainda temos Jesse Eisenberg e Owen Kline fechando a problemática família Berkman – e um roteiro muito sensível. Com seu estilo “câmera-na-mão”, Baumbach consegue contar uma história poderosa e íntima, com personagens que transitam entre os estereótipos e as unicidades, criando, sem sombra de dúvidas, conexões singulares com o espectador. Para quem conhece pessoas/ amigos/ parentes e afins que são tipicamente “superiores”, se acham intelectualmente elevados em relação ao resto do mundo, bem, vale ainda mais a pena. Filme excelente! PS: A trilha sonora, e a relação dos personagens com a música “Hey You”, do Pink Floyd, é genial.

Alta Fidelidade (Stephen Frears, 2000)

A adaptação do livro de Nick Hronbey feita por Stephen Frears é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores panoramas sobre relacionamentos feitos na década passada. Com um Jack Black hilário, Tim Robbins caricaturizado, uma bela/ frágil/ imponente Iben Hjelje (como a infame e amada Laura), participações especialíssimas de Catherine Zeta-Jones e Bruce Springsteen e, claro, um inspiradíssimo John Cusack, o filme alia música e drama de forma sensacional. Repleto de diálogos afiados e recheados com referências ao mundo da música pop/ rock contemporânea, Alta Fidelidade acerta a mão na dosagem entre o drama, os diálogos diretos do personagem de Cusack com o espectador e as partes dramáticas. Com uma baita trilha sonora, é um filme obrigatório, sem dúvidas!





As Aventuras de Tintin (2011)

14 05 2012

A criação máxima do belga Hergé povoa o imaginário de milhares de pessoas desde o século passado. O intrépido repórter Tintin, ao lado de seu fiel companheiro Milu, capitão Haddock, os detetives Dupond e Dupont e outros personagens tão carismáticos conquistam fãs há décadas. Com uma excelente série animada adaptada para a televisão, sempre foi uma questão de tempo até que suas aventuras estourassem na telona do cinema. Então, dois grandes fãs – Steven Spielberg e Peter Jackson – resolveram se arriscar e finalmente fazer uma adaptação para o cinema. E, para a alegria de todos, foram muito felizes em As Aventuras de Tintin, de 2011. Municiados pela WETA (companhia de efeitos especiais de Jackson), a dupla conseguiu, ao lado de outros realizadores – como Edgar Wright, creditado como um dos roteiristas do longa -, fazer um filme à altura do personagem, com humor, carisma e muita aventura de primeira linha.

Com uma vasta gama de aventuras para serem adaptadas, a escolha por O Segredo do Licorne – trama na qual Tintin adquire uma réplica de um navio comandado por Sir Francis Haddock, e que afundou levando consigo um incomensurável tesouro – se mostrou acertadíssima. Há humor, a recriação fantástica das grandes batalhas entre Haddock e O Terrível Rackham, e uma história com proporções globais. O filme, que é um híbrido entre live action e animação computadorizada, apresenta uma estética muito legal, com animação fluida e visual altamente estilizado. Além disso, ponto para os atores escolhidos, como Jamie Bell, Andy Serkis, Simon Pegg, Nick Frost e Daniel Craig. Ao fim, fica aquele gostinho de quero mais, tal qual aquele que tínhamos ao fim de cada episódio do desenho animado exibido na TV Cultura nos anos 90 (baita saudade!). As Aventuras de Tintin é aventura de primeira linha, cinemão de qualidade, daquele que nós faz querer mais, muito mais. Agora, infelizmente, nos resta aguardar a sequência da trama, que deve ser dirigida por Jackson após o lançamento de O Hobbit. E viva Tintin!

“As Aventuras de Tintin” – Muito Bom





Super 8 – Poster

9 06 2011

Qualquer semelhança com aquela série mesmo que você está pensando não é mera coincidência.





Tintin me instiga cada vez mais…

24 05 2011

Não nos decepcione





Tintin – 1º Trailer!

17 05 2011

Teremos porrada e tiros, o que é absolutamente ótimo.





Tintin – Poster

17 05 2011

Os dois primeiros posters de “Tintin e o Segredo do Licorne” ficaram BEM legais.





Super 8 – Trailer

16 03 2011

Senti uma atmosfera bem “filmes de extraterrestre de Spielberg”, me pareceu legal!








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