Utilidade pública: Spaghetti!

28 01 2012

Filmaços do western spaghetti INTEIROS no Youtube! Agora, realmente, só não aprecia quem não quer!

Faccia a Faccia (1967)

I Giorni Dell’Ira (1967)

Cemetery Without Crosses (1969)

Tepepa (1969)

Adiós Sabata (1971)





“What we’re gonna do with this one, Frank?”

22 01 2012

Now that you called me by name…”





Corbucci e dois zapatas (quase) gêmeos

30 11 2011

Da trinca de Sergio’s do spaghetti western, Corbucci se destacou como aquele que incutia mais crítica e reflexão social em sua obra. Il Grande Silenzio, de 68, é exemplo cabal disso, com toda sua atmosfera bruta, realista e também pessimista. Mas deixemos Silenzio de lado, e vamos nos debruçar sobre dois zapata-westerns maravilhosos de Corbucci: Il Mercenario, de 1968, e Vamos a Matar, Compañeros, de 1970. O elemento em comum das duas obras, a um primeiro olhar, é Franco Nero no papel de um mercenário estrangeiro em solo mexicano; no entanto, as obras são quase que gêmeas, e complementares em outros aspectos.

Em ambas as histórias mostra-se a ascensão de um “peão”, um “zé-ninguém” que acaba sendo elevado pelas circunstâncias ao cunho de líder revolucionário: em Mercenario temos Paco Ramón [Tony Musante], e em Compañeros temos El Vasco [Tomas Millian]. O Mexico do fim do século XIX/ meados do século XX é o contexto no qual os dois filmes se situam, e, acima de tudo, Corbucci quer nos levar a uma reflexão do que envolve a revolução popular. Quem são estes mártires? Quem os influencia? Quais interesses estas pessoas têm? É tudo pelo bem do povo?

Nero desempenha, em ambos os casos, o papel de “advogado do diabo”, sendo o mercenário/ mercador de armas que fará tudo em prol da revolução, contanto que seja pago adiantadamente. Corbucci usa este simbolismo escrachado da participação das “forças estrangeiras” de dois modos: em um, ao final, o estrangeiro adere às fileiras revolucionárias, de coração – vide a clássica cena em que Nero brada: “Compañeros, vamos a matar!”. Do outro lado, o “Polaco” se distancia e, mesmo ajudando a revolução, mostra que sem dinheiro não há briga a se comprar.

Há semelhanças e diferenças pontuais entre os revolucionários das obras: El Vasco é proletário tal qual Paco, mas desempenha por mais tempo o papel de fantoche. Usado pelas forças rebeldes, Vasco aceita tudo por conta de um novo status quo, onde ele não seria mais outro desconhecido na multidão. Paco, pelo outro lado, faz conscientemente sua revolução mais por si que pelo povo. “Não morrerei nestas minas como meu pai e meus irmãos, vou sair daqui”, pontua. No entanto, ao fim ambos realizam a verdadeira essência da luta contra os poderosos, e Corbucci reafirma sua veia esquerdista.

Claro, ainda há outros pontos congruentes entre Mercenario e Compañeros, como os papéis de Jack Palance, mercenário que caminha junto aos poderosos apenas para nutrir sua vingança pessoal, e as trilhas magistrais da dupla Ennio Morricone/Bruno Nicolai – que embalam o duelo inesquecível na arena de tourada em Mercenario e a retomada às armas ao fim de Compañeros.

No geral, acredito que mesmo sendo incrivelmente similares e fantásticos, os dois filmes mostram pequenas e importantes diferenças de revoluções populares: o papel dos estrangeiros, alheios às agruras do povo, que são por muitas vezes apenas interesseiros num cenário favorável; mas ele também destaca que estes “forasteiros” podem mudar de visão e aderir à causa revolucionária.

Numa visão mais ampla, Corbucci nos mostra as seduções e interesses que envolvem lutas tão brutas e importantes, e reafirma sua “esperança” no povo, que pode sim se conscientizar e pegar em armas por mudanças maiores. Paco e Vasco são extremamente simbólicos neste sentido, sendo personagens que tomam consciência de suas importâncias para melhorar as coisas. E, de quebra, o diretor italiano nos brinda com duas obras-primas, engajadas e bem conduzidas, com ação, humor, atuações marcantes e, acima de tudo, crítica social.

Vamos a Matar, Compañeros” e “Il Mercenario” – Excelentes





Django il bastardo (1969)

10 09 2011

Django é um dos personagens mais icônicos do spaghetti. Ao contrário do Homem Sem Nome, personificado apenas pelo mestre Clint Eastwood, o “pistoleiro negro” já foi vivido por diversos atores: Franco Nero, Terence Hill e Anthony Steffen são alguns destes nomes. Em Django, o Bastardo, de 1969, temos a típica trama de vingança, mas o filme pende para o lado do sobrenatural, com um protagonista quase que fantasmagórico. Steffen esbanja talento neste quesito, disparando olhares e silêncios tenebrosos, sendo o ponto alto do filme. Mas, como boa parte das produções desta corrente de bangue-bangue italiano, há um desnível em alguns aspectos do filme: aqui, me parece que o roteiro e elenco ficam aquém do esperado. Não culparia Sergio Garrone, o diretor, por isto, porque há ótimas sequências – principalmente a inicial e final. Vale destacar também o personagem Jack Murdok [Luciano Rossi], um maníaco de madeixas loiras, que chama atenção quando está em cena. As cenas de ação não inovam e tampouco prejudicam, mas no geral o filme deixa aquele gosto de potencial perdido. Muitas sequências desconexas, personagens mal aproveitados – a trinca que Django quer matar, a musa Rada Rassimov no papel da esposa dissimulada – e outros aspectos técnicos, que suponho serem fruto de limitações orçamentárias. No geral, diversão para fãs ardorosos do gênero, mas bem passageira. Caso prefira ficar apenas com o que vale a pena, veja o começo e pule pro fim!

“Django, o Bastardo” – Regular





Franco Nero e seu “filho” favorito

13 08 2011

Agradeço imensamente ao blog Titara’s World; não considerem isso um plágio, mas sim uma homenagem a este monstro sagrado que é Franco Nero.





Un Dollaro Bucato, 1966

24 07 2011

Uma boa e bem desenvolvida história de vingança, com pitadas de injustiça e crítica social são elementos mais do que suficientes para resultar em um bom filme. Quando você acrescenta um bom elenco e direção segura, com uma trilha sonora fascinante, ah, aí você tem um clássico. Un Dollaro Bucato (ou O Dólar Furado), de 1966, tem tudo isso e um pouquinho mais. Dirigido Giorgio Ferroni e estrelado por ninguém menos que Giuliano Gemma, o filme é, com certeza, um dos melhores spaghettis que já vi.

Um dos fatores que imortalizaram Gemma como grande protagonista é sua versatilidade. Com maestria, Giuliano é Gary O’Hara, um capitão confederado que aceita o fim da guerra e volta para sua casa. Derrotado, deixa novamente sua mulher em direção ao Oeste, para reencontrar seu irmão e tentar ganhar a vida honestamente. No entanto, enganado pelo poderoso McCoy [Pierre Cressoy], O’Hara se torna um “fantasma”, salvo da morte por seu dólar. Então, num jogo duplo à la Sergio Leone, Gary vai buscar sua vingança.

Não deixe se enganar pela relativa simplicidade da breve sinopse que escrevi acima. O roteiro, escrito por Ferroni e Giorgio Stegani, tem muito mais profundidade que uma mera trama de vingança. Há crítica social, que é personificada por McCoy e sua trupe e pelo preconceito dos moradores para com os sulistas. Ao mesmo tempo em que constrói uma trama envolvente, repleta de personagens pertinentes à trajetória de O’Hara, Petroni consegue dar um ritmo interessante ao filme, com cenas de ação e ótimos tiroteios.

Com uma história muito boa – que não cai no clichê das tramas de vingança -, boas atuações e sequências de ação, O Dólar Furado tem ainda uma trilha sonora inesquecível, composta por Gianni Ferrio – e homenageada em Bastardos Inglórios. Mais recomendado impossível!

“O Dólar Furado” – Excelente





Django Unchained ganha outro nome

19 07 2011

O veterano canastrão que, não por mero acaso também é fã confesso de faroestes, Kevin Costner é o novo nome a se juntar ao spaghetti western de Quentin Tarantino, Django Unchained. Como bem disse nosso companheiro Ronald Perrone: é o típico ator com quem Taranta gosta de trabalhar, e a coisa pode dar liga…








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