Franco Nero, porr@!

28 05 2012

Pra mais fotos novas de Django Unchained, é só clicar aqui, ó.





I Giorni Dell’ira (1967)

30 01 2012

Estou até enferrujado pra escrever sobre western spaghetti, amigos, mas não pensem que os deixei de lado – ouviram, Pedro Pereira e Emanuel Neto? Pois bem, pude ver I Giorni Dell’ira, de 1967, dirigido por Tonino Valerii – que, antes, havia trabalhado como diretor de segunda unidade para ninguém menos que o mestre Sergio Leone em Por Um Punhado de Dólares e Por Uns Dólares a Mais. Valerii ainda trabalharia novamente com Leone em Meu Nome É Ninguém, de 1973 – o IMDB aponta Leone como diretor (não-creditado) de segunda unidade no filme, mas isso é conversa proutro dia. Pois bem, Valerii realiza um ótimo spaghetti, munido por um elenco de peso encabeçado pela dupla Giuliano Gemma e Lee Van Cleef, que desempenham os papéis de Scott Mary e Frank Talby, respectivamente. Sem muitas “revoluções”, vemos uma trama simples que trabalha a relação mentor-aprendiz entre Cleef e Gemma, e também vingança contra uma série de personagens “poderosos” (banqueiros, juízes, xerifes, etc.). Com um ritmo bem conduzido, bastante ação, alguns duelos memoráveis – como a sequência a cavalo e a parte final – e uma inesquecível trilha sonora feita por Riz Ortolani, I Giorni Dell’ira com certeza merece o status de clássico do gênero!

I Giorni Dell’ira – Muito Bom





Utilidade pública: Spaghetti!

28 01 2012

Filmaços do western spaghetti INTEIROS no Youtube! Agora, realmente, só não aprecia quem não quer!

Faccia a Faccia (1967)

I Giorni Dell’Ira (1967)

Cemetery Without Crosses (1969)

Tepepa (1969)

Adiós Sabata (1971)





“What we’re gonna do with this one, Frank?”

22 01 2012

Now that you called me by name…”





Corbucci e dois zapatas (quase) gêmeos

30 11 2011

Da trinca de Sergio’s do spaghetti western, Corbucci se destacou como aquele que incutia mais crítica e reflexão social em sua obra. Il Grande Silenzio, de 68, é exemplo cabal disso, com toda sua atmosfera bruta, realista e também pessimista. Mas deixemos Silenzio de lado, e vamos nos debruçar sobre dois zapata-westerns maravilhosos de Corbucci: Il Mercenario, de 1968, e Vamos a Matar, Compañeros, de 1970. O elemento em comum das duas obras, a um primeiro olhar, é Franco Nero no papel de um mercenário estrangeiro em solo mexicano; no entanto, as obras são quase que gêmeas, e complementares em outros aspectos.

Em ambas as histórias mostra-se a ascensão de um “peão”, um “zé-ninguém” que acaba sendo elevado pelas circunstâncias ao cunho de líder revolucionário: em Mercenario temos Paco Ramón [Tony Musante], e em Compañeros temos El Vasco [Tomas Millian]. O Mexico do fim do século XIX/ meados do século XX é o contexto no qual os dois filmes se situam, e, acima de tudo, Corbucci quer nos levar a uma reflexão do que envolve a revolução popular. Quem são estes mártires? Quem os influencia? Quais interesses estas pessoas têm? É tudo pelo bem do povo?

Nero desempenha, em ambos os casos, o papel de “advogado do diabo”, sendo o mercenário/ mercador de armas que fará tudo em prol da revolução, contanto que seja pago adiantadamente. Corbucci usa este simbolismo escrachado da participação das “forças estrangeiras” de dois modos: em um, ao final, o estrangeiro adere às fileiras revolucionárias, de coração – vide a clássica cena em que Nero brada: “Compañeros, vamos a matar!”. Do outro lado, o “Polaco” se distancia e, mesmo ajudando a revolução, mostra que sem dinheiro não há briga a se comprar.

Há semelhanças e diferenças pontuais entre os revolucionários das obras: El Vasco é proletário tal qual Paco, mas desempenha por mais tempo o papel de fantoche. Usado pelas forças rebeldes, Vasco aceita tudo por conta de um novo status quo, onde ele não seria mais outro desconhecido na multidão. Paco, pelo outro lado, faz conscientemente sua revolução mais por si que pelo povo. “Não morrerei nestas minas como meu pai e meus irmãos, vou sair daqui”, pontua. No entanto, ao fim ambos realizam a verdadeira essência da luta contra os poderosos, e Corbucci reafirma sua veia esquerdista.

Claro, ainda há outros pontos congruentes entre Mercenario e Compañeros, como os papéis de Jack Palance, mercenário que caminha junto aos poderosos apenas para nutrir sua vingança pessoal, e as trilhas magistrais da dupla Ennio Morricone/Bruno Nicolai – que embalam o duelo inesquecível na arena de tourada em Mercenario e a retomada às armas ao fim de Compañeros.

No geral, acredito que mesmo sendo incrivelmente similares e fantásticos, os dois filmes mostram pequenas e importantes diferenças de revoluções populares: o papel dos estrangeiros, alheios às agruras do povo, que são por muitas vezes apenas interesseiros num cenário favorável; mas ele também destaca que estes “forasteiros” podem mudar de visão e aderir à causa revolucionária.

Numa visão mais ampla, Corbucci nos mostra as seduções e interesses que envolvem lutas tão brutas e importantes, e reafirma sua “esperança” no povo, que pode sim se conscientizar e pegar em armas por mudanças maiores. Paco e Vasco são extremamente simbólicos neste sentido, sendo personagens que tomam consciência de suas importâncias para melhorar as coisas. E, de quebra, o diretor italiano nos brinda com duas obras-primas, engajadas e bem conduzidas, com ação, humor, atuações marcantes e, acima de tudo, crítica social.

Vamos a Matar, Compañeros” e “Il Mercenario” – Excelentes








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